Descoberta no sistema imunológico revela potencial para novos antibióticos
| 1623 viewsUma nova parte do sistema imunológico foi descoberta, e é uma mina de ouro para potenciais antibióticos, de acordo com cientistas.
Uma nova parte do sistema imunológico foi descoberta, e é uma mina de ouro para potenciais antibióticos, de acordo com cientistas.
Com o crescimento do número de brasileiros com ensino superior completo e o aumento na oferta de cursos nos últimos anos, o Brasil observa uma mudança no mercado de trabalho. Segundo um levantamento feito pelo economista Naercio Menezes Filho, pesquisador do Insper, o rendimento médio de quem vai além da graduação chega a R$ 11.539 — quase o dobro de quem apenas concluiu o ensino superior (R$ 6.160).
Os números mostram que cursar a graduação ainda traz ganhos. O rendimento de quem terminou os estudos no ensino médio é de R$ 2.655. Mas a diferença salarial entre os dois níveis de instrução encolheu: em 2001, era de 2,5 vezes e, agora, de 2,3 vezes. A mudança não é à toa. No início dos anos 2000, o país tinha apenas 6% da população com ensino superior completo. Hoje, essa fatia está em 20%.
— Até 2011, você tinha 10% das pessoas adultas com ensino superior. Quem tinha ensino superior, tinha diferencial de salário mais alto e maiores possibilidades de progressão na carreira. Mas, a partir daí, começam a aumentar as matrículas nas universidades, e o diferencial começa a cair em relação ao ensino médio. O que começa a aumentar é a pós-graduação — diz Naercio, lembrando que 1% da população concluiu essa etapa no país: — É importante pensar o mercado de trabalho como uma corrida entre tecnologia e educação. Quando a tecnologia aumenta, vai requerendo mais qualificação, e o salário sobe. Quando a oferta educacional aumenta, o salário cai.
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‘Lifelong learning’
Marcelo Neri, economista da FGV, avalia que os ganhos dos pós-graduados vão além do salário e incluem maiores chances de ocupação, formalidade e benefícios. Para ele, a escassez de mão de obra gera uma espécie de “prêmio educacional” para quem consegue chegar aos níveis de estudo demandados pelo mercado. Ele pondera que esta nova realidade requer que o profissional continue a estudar mesmo depois de conquistar uma vaga, o chamado "lifelong learning":
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— Você não estuda para depois trabalhar, você trabalha e estuda, e a pós-graduação está no meio desse processo de conciliar trabalho e estudo.
Essa nova dinâmica já foi incorporada aos processos seletivos. Na Subsea 7, empresa de serviços de engenharia submarina para a indústria de energia, a pós-graduação é considerada diferencial na hora da contratação, principalmente em cargos gerenciais, de finanças e engenharia.
— São pessoas mais bem equipadas para tomar decisões e trazer potenciais soluções para problemas complexos. Hoje se fala muito nas organizações sobre a necessidade de o profissional se manter aprendendo continuamente e estar sempre se capacitando. A gente vê valor nisso — diz Alessandra Nogueira, diretora de RH da empresa.
A empresa oferece programa de educação continuada, no qual patrocina até 50% do valor dos cursos de pós, mestrado e doutorado para funcionários selecionados.
No caso da Nestlé, há incentivo à capacitação e oferta de recursos internos para o desenvolvimento profissional. A empresa oferece o programa Talent Hub, no qual o profissional pode escolher o tipo de curso e área e escolher entre formações de curta duração ou de longa duração, como uma pós-graduação.
— A pós-graduação e outras formações mostram o quanto o candidato é comprometido com o desenvolvimento constante nos estudos. Acreditamos no conceito de lifelong learning, e encorajamos — diz Izabel Azevedo, diretora de Talento e Cultura da Nestlé.
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Disposição
Essa disposição para voltar para a sala de aula é citada pelo pró-reitor da FGV, Antonio Freitas, como um traço comum dos estudantes da pós-graduação:
— Pessoas já muito bem colocadas no mercado, até diretores de empresas, buscam o mestrado e o doutorado profissional. Está cheio de alunos em posições boas, mas querem adquirir base para seu crescimento. A pós passou a ter diferencial significativo.
Essa capacidade de continuar a aprender é considerada uma vantagem na seleção de candidatos, diz Laís Vasconcelos, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half. Ela afirma que o importante é seguir em atualização, seja por meio de pós ou cursos livres.
No Ibmec, houve aumento em 2024 na procura pela pós-graduação presencial. A maior demanda está em programas executivos, voltados a diretores e CEOs, sobretudo MBAs nas áreas de tecnologia, como IA, data science e big data aplicados a negócios.
— O aluno da pós-graduação busca capacitação maior do ponto de vista técnico. Ele quer ter acesso a conhecimentos e práticas que não teve na graduação e que são conhecimentos que vão possibilitar ter promoção ou mudar de carreira, conseguir um cargo com salário mais alto — explica Paula Steban, diretora de ensino do Ibmec.
De acordo com a universidade, em 2024, a busca pelos cursos ligados a tecnologia cresceu quase 60%.
Transformação digital
Para Patricia Suzuki, diretora de Recursos Humanos da Redarbor, grupo dono da Catho, a valorização da pós-graduação está ligada ao aumento da complexidade dos cargos, impulsionado pela transformação digital, que exige profissionais mais qualificados, e que torna a especialização um diferencial competitivo:
— Isso não significa a desvalorização do ensino superior, mas a elevação do nível de exigência em função da competitividade do mercado.
Depoimentos
‘Os planos de carreira para pessoas que têm especialização são muito melhores’
Matheus Viug, de 30 anos, é historiador. Em 2024, concluiu o mestrado profissional em Ensino de História. A motivação foi a vontade de seguir estudando e o efeito positivo no desenvolvimento profissional. Para ele, instituições de ensino de maior prestígio dão prioridade a profissionais especializados e isso acaba sendo um diferencial no mercado de trabalho:
— Nas melhores escolas e universidades, não existe espaço para quem não busca se desenvolver academicamente. Postos de trabalho considerados ‘de elite’ exigem profissionais mais qualificados.
‘Fiz a pós, estou concluindo o mestrado e já tenho nos meus planos uma ideia para o doutorado’
Servidora pública do Rioprevidência desde 2010, Bárbara Rodrigues, de 49 anos, é dentista e tem pós-graduação em Recursos Humanos. Ela entrou no serviço público para um cargo de especialista em previdência social e conta que, no órgão em que atua, pessoas com doutorado podem ter aumento na remuneração de até 40%.
— Essa melhoria na renda é uma maneira de fazer com que nós continuemos a nos especializar e desenvolver profissionalmente. Eu fiz a pós, estou concluindo o mestrado e já tenho nos meus planos uma ideia para o doutorado. E, quando fazemos isso, desenvolvemos também pesquisas na área e mais conhecimento — conta.
‘Título foi um diferencial para chegar ao meu cargo e me deu vantagem em relação aos concorrentes’
A engenheira química com mestrado Thaiane Nolasco, de 35 anos, avalia que a pós-graduação foi fundamental em sua trajetória profissional e que abriu caminho para que ela tenha conquistado hoje melhor remuneração. Na avaliação dela, o mercado de engenharia tem dado sinais de valorização para pesquisa e desenvolvimento, e profissionais com especialização são mais requisitados.
— O título que eu tenho foi um diferencial para chegar ao meu cargo. Isso me fez ter vantagem em relação aos demais concorrentes porque eu conseguia dominar certas técnicas que a maioria não consegue — afirma.
Os planos de carreira para pessoas que têm especialização são muito melhores, com possibilidade de uma remuneração melhor.
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O Projeto de Lei 2115/24 está causando discussões na Câmara dos Deputados. A proposta, apresentada pelo deputado Fábio Teruel (MDB-SP), determina que medicamentos contendo semaglutida, como Ozempic e Wegovy, passem por um controle sanitário especial. Segundo o texto, será obrigatória a retenção da receita com os dados do paciente para a venda desses produtos, alterando assim a Lei de Controle Sanitário de Medicamentos.
Para manter a competitividade e garantir a conformidade regulatória em um setor cada vez mais dinâmico, as indústrias farmacêuticas têm investido em práticas avançadas de inteligência regulatória. A adoção de tecnologia, o monitoramento ativo de tendências e a integração entre áreas estratégicas são alguns dos pilares que sustentam essa abordagem, conforme explica a professora do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico e farmacêutica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Luciana Colli.
Etapa dos ensaios pré-clínicos, realizados com animais, mostrou resultados promissores na redução do impacto da droga em camundongos.
AAnvisa emitiu um alerta sobre o risco do uso de medicamentos agonistas GLP-1 em pacientes que serão submetidos a anestesia ou sedação profunda. O alerta refere-se aos seguintes medicamentos: semaglutida (Ozempic, Rybelsus, Wegovy), liraglutida (Saxenda, Victoza), liraglutida + insulina degludeca (Xultophy), lixisenatida (Soliqua), tirzepatida (Mounjaro) e dulaglutida (Trulicity).
O mercado nacional de pesquisa clínica, que movimenta anualmente R$ 11 bilhões, tem potencial para receber novos investimentos de R$ 5 bilhões por ano. Há um interesse crescente de investidores locais e estrangeiros de realizar esses estudos no Brasil, com destaque para as farmacêuticas chinesas, que vêm ganhando posições e já superaram os Estados Unidos em volume de estudos clínicos, segundo a Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (Abracro). No entanto, a chegada desses aportes ainda depende de que algumas barreiras regulatórias sejam destravadas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou, em 1º de junho de 2024, uma nova fase de testes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). A nova etapa de testes, que vai até 31 de julho de 2024, envolverá todas as farmácias do Distrito Federal e do estado de São Paulo, com ou sem manipulação.
O objetivo da nova fase de testes é avaliar a estabilidade do sistema SNGPC ao lidar com um volume maior e mais constante de informações. O siste
Um medicamento usado para tratar a insônia é apontado como uma opção promissora contra o Alzheimer. Em um estudo pré-clínico, pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram que o lemborexant é capaz proteger o cérebro de camundongos contra o acúmulo da proteína tau — relacionado à doença neurodegenerativa.
Uma investigação da Polícia Federal revelou como um grupo criminoso usou farmácias de fachada em várias regiões do Brasil para desviar milhões do programa Farmácia Popular e lavar dinheiro do tráfico e financiar a compra de cocaína na Bolívia e no Peru.
O juiz da 3ª Vara Federal de Brasília (DF), Bruno Anderson Santos da Silva, indeferiu liminar em ação do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) que pretendia suspender e anular, definitivamente, a Resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) nº 760/2023. A norma regulamenta as competências e atribuições do farmacêutico na prescrição e administração de produtos injetáveis.
A segunda instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio da 13ª Câmara Cível, aumentou a condenação contra uma farmácia de Belo Horizonte. A Justiça aumentou de R$ 8.000 para R$ 15 mil a indenização a ser paga a um cliente por vender medicamento diferente do prescrito na receita médica apresentada.
A procura pelos novos medicamentos usados para emagrecer, como Ozempic e Wegovy, acelerou, e esses produtos ultrapassaram os 10% de participação no faturamento das maiores redes de farmácias, segundo monitoramento dos dados de março realizado nos pontos de venda.
Cerca de 1 em cada 5 pessoas — aproximadamente 64 milhões nos Estados Unidos — têm níveis elevados de uma partícula minúscula no sangue. Isso pode aumentar muito o risco de ataques cardíacos e derrames.
A pesquisa com pacientes que usaram o “viagra eletrônico” — dispositivo criado por um brasileiro para tratar disfunção erétil — registrou 90% de eficácia na recuperação da ereção. O resultado, obtido em um estudo inicial com homens operados de câncer de próstata, abre um novo caminho para a reabilitação sexual após a cirurgia e para o tratamento da disfunção, que afeta mais de 150 milhões de homens no mundo.
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