ICTQ Matérias +Lidas do site

Estudo liga gordura abdominal e baixa vitamina D a maior risco de m@rte

Estudo liga gordura abdominal e baixa vitamina D a maior risco de m@rte

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A combinação entre obesidade abdominal e deficiência de vitamina D foi associada a um risco de morte 123% maior em pessoas com 50 anos ou mais. O resultado vem de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da University College London, no Reino Unido.

Estudo liga metformina a menor risco de perda visual em pessoas com diabetes

Estudo liga metformina a menor risco de perda visual em pessoas com diabetes

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Um medicamento antigo, amplamente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2, pode ter um papel inesperado na proteção da visão. Um estudo publicado no BMJ Open Ophthalmology associou o uso da metformina a menor incidência de degeneração macular relacionada à idade em estágio intermediário em pessoas com diabetes acompanhadas por cinco anos.

Derivado do CBD alivia dor neuropática sem provocar “barato” da cannabis

Derivado do CBD alivia dor neuropática sem provocar “barato” da cannabis

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Um composto experimental derivado do canabidiol mostrou potencial para aliviar dor neuropática sem produzir efeitos comportamentais associados ao “barato” da cannabis. A molécula, chamada KLS-13019, foi avaliada em modelos pré-clínicos de neuropatia periférica induzida por quimioterapia e reacendeu o debate sobre novas terapias canabinoides sem efeito psicoativo.

Canetas emagrecedoras já foram usadas em 33% dos domicílios brasileiros, aponta pesquisa

Canetas emagrecedoras já foram usadas em 33% dos domicílios brasileiros, aponta pesquisa

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O uso de canetas emagrecedoras deixou de ser um fenômeno restrito às classes de maior renda e passou a fazer parte da rotina de milhões de famílias brasileiras. Pesquisa nacional do Instituto Locomotiva mostra que 33% dos domicílios no Brasil declaram ter pelo menos um morador que utiliza ou já utilizou medicamentos como Ozempic, Mounjaro, Wegovy ou similares.

Professora do ICTQ aponta Assuntos Regulatórios como caminho para crescer na indústria farmacêutica

Professora do ICTQ aponta Assuntos Regulatórios como caminho para crescer na indústria farmacêutica

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Construir uma carreira sólida em Assuntos Regulatórios na Indústria Farmacêutica exige muito mais do que conhecer normas sanitárias. A área se tornou uma das mais estratégicas do setor porque está diretamente ligada à capacidade das empresas de registrar medicamentos, manter portfólios ativos, aprovar mudanças, viabilizar lançamentos e garantir que produtos cheguem ao mercado com segurança, eficácia e qualidade.

Terapia de edição genética reduz LDL em estudo inicial e abre nova frente contra colesterol alto

Terapia de edição genética reduz LDL em estudo inicial e abre nova frente contra colesterol alto

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Uma terapia experimental de edição genética em dose única mostrou redução expressiva do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, em pacientes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica ou doença coronariana precoce. O resultado reacendeu o debate sobre uma possível nova geração de tratamentos para controle duradouro do colesterol alto.

Pesquisa da USP, coordenada por farmacêutica, desenvolve nanotecnologia para tratar doenças de pele

Pesquisa da USP, coordenada por farmacêutica, desenvolve nanotecnologia para tratar doenças de pele

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Uma pesquisa coordenada pela farmacêutica Maria Vitória Lopes Badra Bentley, da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu uma plataforma de nanotecnologia capaz de levar moléculas terapêuticas diretamente às células da pele. A inovação busca tratar psoríase, e outras doenças de pele crônicas, por meio de nanopartículas que transportam RNA de interferência para silenciar genes ligados à inflamação.

Uso de esteroides anabolizantes aumenta risco de infarto, arritmias e morte súbita

Uso de esteroides anabolizantes aumenta risco de infarto, arritmias e morte súbita

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A recente morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, aos 22 anos, reacendeu o alerta sobre os riscos cardiovasculares associados ao uso indiscriminado de esteróides anabolizantes androgênicos. O laudo apontou cardiomiopatia hipertrófica como causa da morte, uma condição cardíaca grave que pode evoluir silenciosamente e ser agravada por exposição hormonal em doses suprafisiológicas.

Estudo identifica centenas de variantes genéticas associadas à depressão

Estudo identifica centenas de variantes genéticas associadas à depressão

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Um estudo internacional que reuniu cientistas de 29 países analisou dados genéticos de mais de cinco milhões de pessoas e identificou 697 variações associadas à depressão, sendo quase 300 delas descritas pela primeira vez. As descobertas ampliam o conhecimento sobre os mecanismos biológicos da doença e podem contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos.

Professor do ICTQ alerta para temporada de gripe mais intensa nas farmácias

Professor do ICTQ explica o que torna o Influenza mais perigoso

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A temporada de gripe chegou mais cedo e com maior intensidade ao Brasil, aumentando a procura por atendimento, testes, vacinas e medicamentos para sintomas respiratórios. Boletins recentes da Fiocruz apontam alta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em quase todas as unidades federativas, com circulação simultânea de influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e covid-19.

Vacina de Oxford contra Ebola Bundibugyo pode avançar para testes em humanos

Vacina de Oxford contra Ebola Bundibugyo pode avançar para testes em humanos

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A ChAdOx1 é uma plataforma de vetor viral baseada em um adenovírus de chimpanzé modificado para não se replicar em humanos Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma vacina experimental contra o Ebola Bundibugyo, variante associada ao atual surto na República Democrática do Congo e em Uganda.

A vacina busca responder a um desafio importante no controle de epidemias: a necessidade de imunizantes capazes de proteger populações expostas quando surgem variantes ainda sem imunizante aprovado. Em doenças de evolução rápida, a disponibilidade de uma plataforma vacinal pode reduzir o tempo entre a identificação do risco e a resposta sanitária.

Esse movimento também evidencia uma frente estratégica para a indústria farmacêutica. O desenvolvimento de imunobiológicos envolve pesquisa, produção, escalonamento, controle de qualidade, estabilidade, validação, regulação e distribuição, etapas decisivas para que uma vacina promissora avance com segurança.

A aposta de Oxford está na tecnologia ChAdOx1, plataforma já conhecida pela vacina contra a Covid-19 e agora adaptada para uma nova emergência envolvendo o Ebola Bundibugyo.

Oxford trabalha em vacina contra a variante Bundibugyo

A tecnologia funciona como um veículo: carrega informações genéticas do patógeno de interesse e apresenta ao sistema imunológico componentes capazes de estimular uma resposta de defesa sem causar a doença.

No caso da vacina contra o Ebola Bundibugyo, o objetivo é preparar o organismo para reconhecer estruturas do vírus real antes de uma possível exposição. O imunizante em desenvolvimento é monovalente, ou seja, direcionado especificamente ao Bundibugyo, e recebeu o nome de ChAdOx1 BDBV.

Segundo a Universidade de Oxford, o Oxford Vaccine Group trabalha com a Clinical BioManufacturing Facility da própria universidade e com o Serum Institute of India para produzir e escalar doses da vacina. Essa etapa é decisiva porque uma vacina voltada a cenário de surto precisa avançar não apenas no laboratório, mas também em capacidade de fabricação.

Os estudos em animais já estão em andamento. Se os dados pré-clínicos forem favoráveis, a vacina poderá avançar para testes clínicos em humanos em poucos meses, mantendo padrões científicos, éticos e regulatórios para avaliação em contexto de emergência.

Estudo de fase 1 reforça experiência com a plataforma ChAdOx1

A estratégia de Oxford não parte do zero. Um estudo publicado em 2025 na revista The Lancet Microbe avaliou a segurança e a imunogenicidade de uma vacina bivalente de vetor ChAdOx1 contra Ebola e vírus Sudão, chamada ChAdOx1 biEBOV.

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O ensaio clínico foi de fase 1, aberto, não randomizado, inédito em humanos, conduzido em adultos no Reino Unido. A pesquisa incluiu 26 participantes, distribuídos em grupos de dose baixa, média e alta. Parte do grupo de dose alta recebeu uma segunda aplicação 12 semanas depois da primeira.

O estudo avaliou principalmente segurança, tolerabilidade e resposta imune. Os eventos adversos solicitados foram monitorados nos primeiros sete dias, os eventos não solicitados por 28 dias, e eventos graves durante todo o acompanhamento. Também foram avaliadas respostas de anticorpos e respostas celulares contra glicoproteínas do vírus Ebola e do vírus Sudão.

Os resultados indicaram que a ChAdOx1 biEBOV foi segura e bem tolerada no estudo. Os eventos adversos relatados foram leves ou moderados, sem eventos solicitados graves e sem reações adversas graves. Também houve resposta imune contra os dois componentes virais.

No grupo que recebeu dose alta única, todos os participantes apresentaram soropositividade para Ebola e 86% apresentaram soropositividade para vírus Sudão. No subgrupo que recebeu duas doses, os títulos de anticorpos aumentaram após a segunda aplicação.

O Ebola exige resposta rápida

O Ebola é uma doença viral grave, com período de incubação de 2 a 21 dias. Os sintomas costumam começar de forma súbita, com febre, fadiga, mal-estar, dor muscular, dor de cabeça e dor de garganta. Depois, podem surgir vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções na pele e sinais de comprometimento renal e hepático. Em alguns casos, há sangramentos internos e externos, embora esse sinal não seja tão comum quanto a percepção popular sugere.

A transmissão ocorre por contato direto com sangue, fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas. Profissionais de saúde estão entre os grupos mais expostos quando medidas rigorosas de biossegurança não são aplicadas.

O surto atual preocupa porque envolve o vírus Bundibugyo, uma variante rara e sem vacina aprovada. A doença avança em áreas marcadas por instabilidade, deslocamento populacional, desconfiança em relação às autoridades sanitárias e ataques a estruturas de atendimento. Recentemente, a OMS declarou a epidemia de Ebola Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda como emergência de saúde pública de importância internacional.

A letalidade do surto está estimada entre 30% e 50%, com casos confirmados e centenas de suspeitos em investigação. Em situações assim, a vacinação em anel pode ter papel decisivo, ao priorizar contatos de casos confirmados, contatos desses contatos e profissionais de saúde expostos. A estratégia cria uma barreira de proteção ao redor das cadeias de transmissão, mas depende de vacina disponível, logística organizada, vigilância ativa, equipes treinadas e produção rápida com qualidade.

Desenvolvimento de vacinas depende de domínio técnico

A plataforma ChAdOx1 mostra como tecnologias vacinais já consolidadas podem ser adaptadas com agilidade diante de novas emergências sanitárias. Quando o vetor, os processos de produção, os controles analíticos e o histórico de segurança já são conhecidos, torna-se possível adaptar a tecnologia para novos patógenos com mais agilidade.

Mas acelerar não significa pular etapas. Uma vacina precisa passar por desenvolvimento pré-clínico, produção em padrão farmacêutico, caracterização, testes de estabilidade, avaliação de segurança, controle microbiológico, estudos clínicos, documentação regulatória e farmacovigilância. Cada fase envolve decisões capazes de impactar imunogenicidade, segurança e estabilidade.

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É nessa cadeia que o trabalho farmacêutico se mostra decisivo. Da tecnologia farmacêutica à produção asséptica, da garantia da qualidade à validação de processos, o avanço de uma candidata vacinal depende de profissionais capazes de transformar um antígeno promissor em produto reprodutível, seguro, escalável e disponível em tempo adequado.

A experiência da plataforma ChAdOx1 durante a Covid-19 ajudou a consolidar conhecimentos de segurança, imunogenicidade, manufatura e distribuição que agora podem ser mobilizados em outras emergências. No estudo publicado na The Lancet Microbe, os autores destacam que esse acúmulo técnico pode favorecer o avanço de vacinas contra filovírus, grupo que inclui Ebola, Sudão, Bundibugyo e Marburg.

Qualificação é parte da resposta a futuras epidemias

A sucessão de emergências sanitárias nas últimas décadas mostrou que a indústria farmacêutica precisa de profissionais preparados para responder com velocidade, rigor técnico e visão regulatória. Vacinas contra vírus emergentes não dependem apenas da descoberta científica, mas de capacidade industrial para transformar pesquisa em solução aplicável.

Essa demanda abre espaço para profissionais que dominem processos produtivos, escalonamento, gestão da qualidade, validação, tecnologia industrial, boas práticas de fabricação, estabilidade e controle de produtos farmacêuticos e biológicos.

A pós-graduação em Gestão e Tecnologia Industrial Farmacêutica do ICTQ se conecta diretamente a esse campo. A formação prepara o farmacêutico para compreender os desafios da indústria, atuar em processos produtivos, qualidade, desenvolvimento tecnológico e gestão de operações que sustentam a fabricação de medicamentos, vacinas e outros produtos estratégicos para a saúde pública.

Conheça o programa completo da pós-graduação, clicando aqui.

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Pesquisadores da UFRJ encontram sertralina no cérebro de tubarões-martelo no Rio

Pesquisadores da UFRJ encontram sertralina no cérebro de tubarões-martelo no Rio

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Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro identificaram a presença de sertralina, antidepressivo amplamente utilizado no Brasil, no cérebro de tubarões-martelo encontrados no litoral fluminense. A descoberta foi feita no âmbito do Projeto EcoShark, que monitora a saúde de tubarões na costa do Rio de Janeiro desde 2018.

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