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Vacinas contra a Covid serão atualizadas no Brasil e focam na variante atual

Metrópoles   25 Março 2026   266   Indústria Farmacêutica
Vacinas contra a Covid serão atualizadas no Brasil e focam na variante atual

As vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil passarão por uma atualização para acompanhar a variante do coronavírus que atualmente circula no país.

A mudança foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) nessa terça-feira (24/3). A decisão estabelece que os imunizantes deverão passar a incluir a cepa LP.8.1 do SARS-CoV-2.

Pela nova regra, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única variante do vírus. A medida acompanha estratégias adotadas internacionalmente, que revisam periodicamente a composição dos imunizantes para mantê-los mais próximos das variantes predominantes.

A atualização também leva em conta a evolução constante do coronavírus. Dados recentes indicam que, até o início de março, mais de 36 mil casos de síndrome gripal associados à Covid-19 haviam sido registrados no país.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a adaptação das vacinas faz parte da estratégia de proteção contra um vírus que continua sofrendo mutações.

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“As vacinas vão sendo atualizadas para se aproximar cada vez mais da variante que está circulando. Mesmo quando não há coincidência perfeita entre o vírus da vacina e o vírus que circula, elas continuam oferecendo proteção importante, especialmente contra formas graves da doença”, explica.

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O que muda?

A nova determinação da Anvisa estabelece que os imunizantes contra a Covid-19 utilizados no Brasil deverão ter uma composição direcionada a uma única variante do vírus, a LP.8.1. Atualmente, parte das vacinas disponíveis ainda utiliza a cepa JN.1.

Para evitar desabastecimento, a agência autorizou um período de transição. Durante esse intervalo, vacinas baseadas na variante anterior ainda poderão ser utilizadas por alguns meses enquanto os fabricantes ajustam seus processos produtivos.

A atualização periódica dos imunizantes ocorre porque o SARS-CoV-2 continua evoluindo geneticamente. Segundo Kfouri, esse comportamento torna a estratégia de vacinação contra a Covid-19 diferente da adotada para outras doenças respiratórias, como a gripe.

“No caso da influenza, existe uma sazonalidade muito bem definida e conseguimos prever com antecedência quais variantes devem circular no inverno. Com a Covid-19 isso ainda não acontece da mesma forma, porque o vírus não tem um padrão tão previsível de circulação”, afirma.

Por esse motivo, as vacinas contra a Covid tendem a ser atualizadas com base nas variantes mais recentes identificadas pela vigilância epidemiológica.

Vacinação é essencial

Mesmo com a atualização da composição das vacinas, a imunização continua sendo uma das principais estratégias para reduzir os casos graves da doença.

“A vacinação é extremamente importante para proteger as pessoas de se tornarem casos graves da doença, prevenindo hospitalizações e óbitos”, reforça a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Tereza Luiza Pereira.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, as vacinas são atualizadas justamente para se aproximar das variantes mais recentes em circulação. Ainda assim, a proteção contra formas graves tende a ser mantida mesmo quando não há correspondência perfeita entre a cepa da vacina e o vírus predominante.

“Pode haver alguma redução na proteção contra infecção quando o vírus muda muito, mas a proteção contra hospitalização e morte continua muito significativa”, afirma.

Atualmente, no Brasil, a vacinação contra a Covid-19 é direcionada principalmente a grupos prioritários, como idosos, pessoas com comorbidades, imunossuprimidos e profissionais de saúde.

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