Indústria farmacêutica
Assuntos Regulatórios
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| Egle Leonardi
A caneta paraguaia já chegou aos consultórios médicos, e a conta sobra para a farmácia magistral
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| Egle Leonardi
O mercado informal abastece metade das canetas emagrecedoras usadas no Brasil
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| Egle Leonardi
Anvisa entra na reta final da revisão do Anexo IV sem dizer quanto a farmácia de estéreis poderá produzir
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| Egle Leonardi
Farmácia magistral é o elo regulado que o Brasil insiste em confundir com o contrabando
Mais Matérias
Médico que revende caneta do Paraguai no consultório, e abandona a via legal da tirzepatida manipulada, responde ao CFM
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| Egle Leonardi
Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Médicos e clínicas podem aplicar tirzepatida no consultório, e a lei exige origem regular, como a tirzepatida manipulada por farmácias magistrais registradas e habilitadas, a partir de prescrição. O médico que compra caneta sem registro, vinda do Paraguai, e a revende ao paciente com margem de lucro fere o Código de Ética Médica, a legislação sanitária e, conforme o caso, o Código Penal. O Conselho Federal de Medicina (CFM) submete essa conduta a processo ético-profissional, em alerta publicado em 3 de agosto de 2026.
Anvisa interdita 8 em cada 11 farmácias e importadoras que inspeciona, e a caneta clandestina segue sem endereço para lacrar
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| Egle Leonardi
Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cobra das farmácias magistrais de estéreis um padrão técnico rigoroso e fecha as portas de quem tropeça nele. Das 11 inspeções que a Agência realizou em farmácias de manipulação e importadoras em 2026, até o início de abril, oito terminaram em interdição. A caneta clandestina, sem fabricante identificado nem responsável técnico, chega ao paciente por camelôs e grupos de internet, e nas redes a tirzepatida já é vendida até em pó, para o comprador diluir e injetar em casa.
Nota técnica sem força de regra e vigilância movida a crise expõem a omissão da Anvisa
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| Egle Leonardi
Sexta-feira, 25 de novembro de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comanda a manipulação de tirzepatida no Brasil com uma nota técnica que um diretor da própria Agência reconhece como simples orientação, sem força de regra. Em julho de 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que a Agência atua movida por denúncias e crises de mídia, em vez de dados. As duas constatações expõem a omissão da Agência, e a conta recai sobre as farmácias de manipulação legalizadas e sobre o paciente que depende delas.
Anvisa declara a RDC 67/2007 defasada e mantém o setor magistral preso à norma de 2007
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| Marcus Vinicius Andrade
Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu em 27 de fevereiro de 2025 o processo de revisão do Anexo IV da RDC 67/2007, a parte da norma que rege a manipulação de produtos estéreis. O Termo de Abertura de Processo (TAP) 9/2025 afirma que manter o anexo desatualizado expõe pacientes a riscos sanitários evitáveis e dificulta o alinhamento das farmácias a padrões modernos de manipulação estéril. A revisão segue em andamento um ano e meio depois. Enquanto ela não chega, as farmácias magistrais de injetáveis continuam sendo inspecionadas pela regra que a própria Agência classificou como defasada.
China vira potência dos peptídeos enquanto o Brasil segue preso à fiscalização
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| Egle Leonardi
Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
A China fornece 40% dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) consumidos no mundo e já fabrica peptídeos inovadores, inclusive os da família de moléculas dos novos medicamentos contra obesidade e diabetes, em escala industrial. Só a gigante chinesa de manufatura, WuXi AppTec, fechou 2025 com mais de 100 mil litros em reatores para a síntese desses compostos. O Brasil supre apenas 5% da própria demanda de IFAs. Ainda assim, segue tratando os peptídeos como tema de fiscalização, enquanto a disputa global se decide na inovação e na produção.









