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Takeda deve lançar vacina contra dengue no Brasil

Van Martins   07 Julho 2021   5806   Indústria Farmacêutica
Takeda deve lançar vacina contra dengue no Brasil

Ampliando sua atuação no Brasil, a indústria farmacêutica japonesa Takeda pretende lançar uma vacina contra a dengue, até o começo de 2022, em território nacional. Para isso, a companhia aguarda a aprovação do pedido de registro do seu novo imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O pedido foi feito em junho deste ano. 

Conforme publicado pelo Valor, a presidente da operação brasileira da Takeda, Renata Campos, afirmou que a vacina desenvolvida pela empresa tem eficácia para combater quatro vírus distintos.

Outra vantagem citada pela executiva é a aplicação do imunizante, pois crianças a partir de 4 anos e pessoas que já contraíram a dengue podem receber a vacina. Além disso, o imunizante é indicado para pessoas com até 60 anos.

Segundo Renata, o novo antígeno deve ser ministrado em duas doses, com intervalo de 3 meses. Ela explicou a estratégia da companhia quanto à novidade. “Assim que tivermos o registro já vamos pedir a incorporação da vacina dentro do Plano Nacional de Imunização. Esse é o nosso foco”.

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A executiva pontuou que a farmacêutica abriu pedido de registro do imunizante junto à Agência Europeia de Medicamentos (EMA). E, além disso pretende, ainda em 2021, fazer a submissão para registro regulatório em outros países que enfrentem a dengue, sendo esses na América Latina e Ásia.

Se aprovada para uso no Brasil, essa será a primeira vacina da companhia no País, pois a marca conta com 44 produtos disponíveis no mercado, voltados para as áreas de gastroenterologia, oncologia, doenças raras, neurociência e terapia derivada do plasma.

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Como é a avaliação da Anvisa para novas vacinas?

No Brasil, no que se refere ao desenvolvimento de vacinas e medicamentos, cabe à Anvisa fazer a análise e conceder aprovação destes produtos.

Em vídeo publicado no canal do Youtube do ICTQ - Instituto de Pesquisa e Tecnologia para o Mercado Farmacêutico, o gerente-geral da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED) da Anvisa, Gustavo Mendes, explica como se dá a atuação da entidade no processo de análise de novas vacinas.

De acordo com ele, os estudos clínicos também são divididos em três etapas. Mas, antes de submeter humanos aos testes, as vacinas precisam ter sido testadas em animais e modelos laboratoriais, evitando riscos aos voluntários.

“Antes de qualquer estudo em humano, as vacinas precisam ser testadas em modelos animais e modelos laboratoriais, porque é ali que se verifica se a vacina pode oferecer algum risco para as pessoas e quais são esses riscos”, explicou Mendes, que também é professor no ICTQ, na Pós-graduação de Assuntos Regulatórios, entre outros cursos.

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