Skip to main content

Vacina contra câncer de pele prevista para 2025

Exame/Estadão Conteúdo   02 Janeiro 2024   2906   Indústria Farmacêutica
Vacina contra câncer de pele prevista para 2025

Atualmente, as vacinas terapêuticas representam uma verdadeira esperança em oncologia, uma "imunoterapia 2.0", segundo Stéphane Bancel.

O CEO da Moderna, Stéphane Bancel, disse à AFP que a vacina experimental contra o melanoma que sua companhia desenvolveu pode estar disponível em apenas dois anos, o que representaria um passo histórico contra a forma mais grave de câncer de pele.

Estima-se que, apenas em 2020, ocorreram, em nível mundial, 325.000 novos casos e 57.000 mortes pela doença.

"Acreditamos que, em alguns países, o produto poderia ser lançado com aprovação acelerada até 2025", afirmou em uma entrevista.

Diferentemente das convencionais, as chamadas vacinas terapêuticas tratam uma doença, em vez de preveni-la. Mas também atuam treinando o sistema imunológico do corpo humano contra o agente invasor.

Atualmente, as vacinas terapêuticas representam uma verdadeira esperança em oncologia, uma "imunoterapia 2.0", segundo Bancel.

Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente

Os projetos da Moderna receberam um impulso nesta quinta-feira (14) com os últimos resultados dos ensaios clínicos, que mostram uma melhora nas possibilidades de sobrevivência, graças à vacina.

A tecnologia utilizada é o RNA mensageiro (RNAm), que demonstrou ser muito eficaz contra as formas graves de covid-19.

Em um estudo, do qual participaram 157 pessoas com melanoma avançado, a vacina da Moderna, em combinação com o fármaco de imunoterapia Keytruda, do Laboratório Merck, reduz o risco de recorrência, ou de morte, em 49% dos casos durante um período de três anos, em comparação com a administração exclusiva do Keytruda.

Em 2022, a Moderna já havia anunciado resultados de acompanhamento de dois anos que mostraram uma redução do risco de 44%.

"A diferença na sobrevivência está crescendo. Quanto mais passa o tempo, mais se vê essa vantagem", disse Bancel, explicando que a taxa de efeitos colaterais não havia aumentado.

"Temos uma a cada duas pessoas que sobrevive, em comparação com o melhor produto do mercado, o que, em oncologia, é enorme", afirmou.

Em busca de uma aprovação rápida

Os ensaios clínicos existentes podem constituir a base para a aprovação condicional da vacina, conhecida como ARNm-4157m, afirmou Bancel.

Neste cenário, um estudo mais amplo, de "fase 3", do qual participarão mil pessoas e que a Moderna fará em 2024, poderia confirmar a autorização condicional anterior.

Publicidade

Tanto a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados (FDA, em sua sigla em inglês) como a Agência Europeia de Medicamentos colocaram a terapia em uma via de revisão acelerada.

O desenvolvimento da vacina começa com o sequenciamento do genoma do tumor de cada paciente e a identificação de mutações específicas para codificar.

Trata-se de um exemplo de medicina "individualizada" adaptada "apenas à pessoa tratada", afirmou Bancel.

Para se preparar para o lançamento da vacina no mercado, a Moderna está construindo uma nova fábrica em Massachusetts para ter um fornecimento abundante, um requisito da FDA.

Na segunda-feira (11), a companhia anunciou o começo de um ensaio de "fase 3" para uma vacina ARNm contra o câncer de pulmão e está estudando outros tipos de tumores.

A esperança de Bancel é combinar essas vacinas contra o câncer com "biópsias líquidas", testes inovadores que detectam sinais de tumores pela análise de sangue, e que começaram a estar disponíveis nos Estados Unidos.

Quanto mais rápido puder se detectar o câncer, melhor funcionarão os novos medicamentos da Moderna, afirma Bancel.

Outras empresas, como a BioNTech, também estão trabalhando em vacinas terapêuticas individualizadas contra o câncer.

Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias farmacêuticas diariamente

Fiocruz firma parceria com EMS para produzir canetas emagrecedoras no Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou um acordo de parceria com a farmacêut…

Aché articula com a Eurofarma e entra forte na disputa pela Medley

A venda da Medley, unidade de genéricos da farmacêutica francesa Sanofi, entrou…

Nova injeção para HIV reduz 96% do risco e revoluciona a prevenção

Um estudo clínico publicado nesta quarta-feira na revista científica New Englan…

Alerta: exportação de cloroquina e azitromicina só com autorização da Anvisa

Sábado, 28 de março de 2020 De acordo com a RDC 352/20, da Agência Nacional de…

Empresa financiada por Bill Gates pode revolucionar o desenvolvimento farmacêutico

Companhia norte-americana da área de tecnologia da informação (TI) recebe inves…

Brasil é o 6° mercado farmacêutico do mundo

Sexta-feira, 20 de dezembro de 2019 O Brasil tem se tornado um grande atrativo…

Fiocruz registra primeira patente de vacinas de mRNA desenvolvida no Brasil

O Brasil registrou a primeira patente de uma plataforma nacional para produção…

Burocracia é um dos maiores desafios das farmacêuticas

Quinta-feira, 9 de janeiro de 2020 O mercado farmacêutico no Brasil terá desaf…

Cervejaria vai produzir 500 mil unidades de álcool em gel para o SUS

Quarta-feira, 18 de março de 2020 Na última terça-feira (17/03), a Companhia d…

CP 343/17: Novas perspectivas para a distribuição de medicamentos

Quinta-feira, 21 de março de 2019 No transporte de produtos farmacêuticos, um…