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Anvisa aprova medicamento inovador para doença rara

ZERO HORA   08 Outubro 2024   930   Indústria Farmacêutica
Anvisa aprova medicamento inovador para doença rara

Anvisa aprova registro de medicamento inovador contra doença rara Medicamento é utilizado para tratamento de crianças e jovens com AADC, condição debilitante e potencialmente fatal A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do produto de terapia gênica Upstaza (eladocageno exuparvoveque).

O medicamento é utilizado contra deficiência da descarboxilase de L-aminoácido aromático (AADC), com manifestação grave. A PTC Farmacêutica do Brasil Ltda é responsável pelo registro do produto no país. Ele é indicado para o tratamento de crianças com idade a partir de 18 meses até jovens com 18 anos que tenham diagnóstico clínico, bioquímico e geneticamente confirmado da doença.

A deficiência de AADC é uma doença genética rara, grave e debilitante que afeta crianças pequenas, prejudicando a produção de dopamina e serotonina, neurotransmissores essenciais para o desenvolvimento motor.

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O Upstaza já foi aprovado na União Europeia, pela European Medicines Agency (EMA), e também foi registrado no Reino Unido. Sobre a doença Causada por mutações no gene DDC, a doença impede a produção adequada desses neurotransmissores. Como consequência, os pacientes apresentam atrasos no desenvolvimento, dificuldades motoras graves e necessitam de ajuda para atividades diárias, como alimentar-se e vestir-se. Eles também podem manifestar irritabilidade, choro constante e traços de autismo.

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A doença pode ser fatal, levando à falência de múltiplos órgãos. A deficiência de AADC é uma condição presente em diversas regiões geográficas do mundo e que afeta várias etnias. Embora a prevalência no Brasil ainda seja desconhecida, a taxa estimada é de que um a cada 42 mil a 90 mil nasçam com a doença nos Estados Unidos, cerca de um a cada 118 mil na União Europeia e um a cada 182 mil no Japão. De acordo com a empresa responsável pelo registro do produto no Brasil, apenas 237 pacientes foram identificados globalmente.

Atualmente, não existem terapias aprovadas para tratar a deficiência de AADC, sendo oferecidos tratamentos de suporte para controlar os sintomas, o que evidencia uma necessidade médica não atendida.

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