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Estudo inédito comprova que vitamina D pode retardar sintomas da esclerose múltipla

Metrópoles   25 Março 2025   1922   Indústria Farmacêutica
Estudo inédito comprova que vitamina D pode retardar sintomas da esclerose múltipla

Desde os anos 1960, pesquisadores acreditam que há uma ligação entre baixos níveis de vitamina D e a esclerose múltipla. O nutriente diminui a inflamação do sistema nervoso central, atuando inclusive na inibição de células imunológicas que desencadeiam respostas inflamatórias. A esclerose múltipla, por sua vez, é uma doença autoimune em que as unidades de defesa atacam a camada de proteção dos neurônios.

Na teoria, faz sentido que as duas coisas estejam relacionadas. Porém, pela primeira vez, pesquisadores conseguiram mostrar que altas doses de vitamina D podem evitar que a esclerose múltipla progrida com rapidez. A pesquisa foi publicada na revista científica JAMA em 10 de março.

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Participaram do estudo 303 pacientes que tinham síndrome clínica isolada, uma “prévia” da esclerose múltipla que ainda não desenvolveu sintomas ou ainda não têm progressão suficiente para fechar o diagnóstico. Metade dos pacientes tomou uma dose exagerada de vitamina D duas vezes por mês, enquanto a outra metade tomou um placebo.

Os pacientes foram acompanhados por dois anos. Caso desenvolvessem algum sintoma de esclerose múltipla ou os exames mostrassem progressão da doença, eles seriam excluídos do estudo para tomar medicamentos que podem aliviar os sintomas.

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No grupo que tomou a vitamina D, 60% dos participantes eventualmente desenvolveu sintomas da esclerose múltipla e os sintomas começaram por volta de 432 dias após o início da administração do suplemento. Porém, entre os que tomaram placebo, 74% foi diagnosticado com atividade da doença e ela começou com 224 dias, em média.

Os cientistas apontam que, apesar de mostrar resultados positivos, ainda é preciso fazer mais estudos com a vitamina D para entender e confirmar o processo.

Alguns pacientes com esclerose múltipla já tomam suplemento — em média 5 mil unidades internacionais da vitamina D. No estudo, foram usadas 100 mil unidades. A principal preocupação dos médicos é o acúmulo de cálcio no corpo, uma vez que a vitamina D está envolvida no processo de regulação dos níveis do mineral e o excesso pode causar danos nos rins e coração.

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