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Brasil inicia fabricação nacional de medicamento contra rejeição de órgãos

Metrópoles   25 Março 2026   211   Indústria Farmacêutica
Brasil inicia fabricação nacional de medicamento contra rejeição de órgãos

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou a produção 100% nacional do imunossupressor tacrolimo, medicamento essencial para evitar a rejeição de órgãos transplantados.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (24/3) em nota oficial da instituição, que destaca o avanço para o Sistema Único de Saúde (SUS) ao reduzir a dependência de insumos importados.

O primeiro lote do medicamento foi produzido na unidade de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, com mais de 1 milhão de unidades nas dosagens de 1 mg e 5 mg.

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Produção passa a ser totalmente nacional

Até então, o tacrolimo utilizado no país dependia de insumos importados. Com a nova etapa, o Brasil passa a produzir todas as fases do medicamento, incluindo o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA).

Segundo a Fiocruz, a fabricação do insumo nacional foi possível após transferência de tecnologia da empresa indiana Biocon para a farmacêutica brasileira Libbs, dentro de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

A instituição afirma que a iniciativa fortalece a capacidade produtiva do país e amplia a segurança no fornecimento de medicamentos estratégicos para o SUS.

Remédio é essencial após transplantes

O tacrolimo é usado para controlar a resposta do sistema imunológico e evitar que o organismo rejeite órgãos transplantados, como rim, fígado e coração.

De acordo com dados da Fiocruz, mais de 500 milhões de unidades do medicamento já foram fornecidas ao SUS nos últimos 10 anos, o que mostra a importância do tratamento para pacientes transplantados.

Com a produção nacional, a expectativa da Fiocruz é garantir maior regularidade no abastecimento do medicamento e reduzir a dependência de fornecedores internacionais.

A unidade de Farmanguinhos tem capacidade para produzir até 130 milhões de exemplares por ano, o que pode ajudar a manter o fornecimento contínuo no sistema público.

A produção do tacrolimo faz parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer a fabricação de medicamentos no Brasil, especialmente aqueles considerados essenciais para o SUS.

A Fiocruz também atua na produção de outros imunossupressores, como o everolimo, ampliando a capacidade nacional nesse tipo de tratamento.

O que muda na prática

Segundo a Fiocruz, a produção nacional do tacrolimo pode trazer mais segurança no acesso ao medicamento, especialmente para pacientes que dependem do uso contínuo após o transplante.

A medida também reduz a vulnerabilidade do país a problemas no fornecimento internacional e reforça a produção de medicamentos estratégicos dentro do SUS.

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