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Aspirina pode reduzir mortes em pacientes internados com Covid-19, diz estudo

Marcelo de Valécio   05 Novembro 2020   15755   Farmácia Clínica
Aspirina pode reduzir mortes em pacientes internados com Covid-19, diz estudo

Estudo desenvolvido pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, indicou que o uso da aspirina pode reduzir em 47% a mortalidade pelo novo coronavírus em pacientes hospitalizados com quadros mais graves da doença. Isso não significa que as pessoas devam se medicar preventivamente e sem orientação médica, advertem os especialistas.

De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica Anesthesia and Analgesia, da International Anesthesia Research Society, a aspirina reduziu em 44% o risco de um paciente ser colocado em ventiladores mecânicos para a respiração. O fato de o medicamento ser barato, prontamente disponível e ter um perfil de segurança já conhecido há muito tempo é apontado como uma vantagem adicional.

Embora as descobertas sejam promissoras, os pesquisadores mostram-se com um ‘otimismo cauteloso’, como o responsável pelo estudo, o professor de Maryland Jonathan Chow. “Essa é uma descoberta que precisa ser confirmada por meio de um ensaio clínico randomizado. Se for comprovada, tornará a aspirina o primeiro medicamento de venda livre e amplamente disponível para reduzir a mortalidade em pacientes com Covid-19”, afirmou Chow, conforme revelou a TV Europa.

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O estudo conduzido por Chow utilizou registros médicos de 412 pacientes de Covid-19, com idade média de 55 anos, que foram hospitalizados nos últimos meses devido a complicações da infecção. Um quarto dos pacientes foi tratado com uma dose baixa de aspirina (cerca de 81 miligramas), antes de serem internados ou logo depois de sua admissão para tratar problemas cardiovasculares. Os pacientes foram tratados no Centro Médico da Universidade de Maryland e em três outros hospitais.

Os pesquisadores descobriram também que o uso de aspirina foi associado a uma redução de 43% na entrada dos enfermos na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Pacientes que tomavam aspirina não experimentaram um aumento significativo nos eventos adversos, como sangramentos durante a hospitalização.

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De acordo com os cientistas, as infecções por Covid-19 aumentam o risco de coágulos sanguíneos perigosos que podem formar-se no coração, pulmões, vasos sanguíneos e outros órgãos. Alguns médicos, segundo a pesquisa, tendem a receitar a aspirina em baixa dosagem para alguns pacientes que já tiveram problemas cardíacos ou derrames causados por coágulos sanguíneos. No entanto, o uso diário da medicação pode aumentar o risco de hemorragias e até mesmo de úlceras.

“Acreditamos que os efeitos de afinamento do sangue por meio da aspirina trazem benefícios para os pacientes com Covid-19, evitando a formação de coágulos”, revelou à TV Europa o coautor do estudo, Michael A. Mazzeffi, mas ele faz uma ressalva. “Pacientes com diagnóstico de Covid-19 podem considerar tomar uma aspirina diária, mas devem primeiro consultar um médico”.

Já os pacientes com maior risco de sangramento ou com doença renal crônica ou ainda porque usam regularmente certos medicamentos, como esteroides ou anticoagulantes, podem não conseguir tomar aspirina com segurança, completou o especialista.

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