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Pesquisa da USP indica as máscaras que mais protegem

Wandy Ribeiro   07 Julho 2020   72102   Farmácia Clínica
Pesquisa da USP indica as máscaras que mais protegem

Especialistas em saúde são unânimes em afirmar que a máscara tem um papel muito importante no enfrentamento à pandemia. Contudo, em meio várias opções no mercado, qual seria o melhor material? Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Física e pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) destacou que as máscaras (não profissionais) que melhor conseguem proporcionar equilíbrio e respirabilidade são aquelas produzidas em TNT, que, inclusive, são mais baratas. 

Por meio de um projeto intitulado Respire, a USP montou um grupo com pesquisadores que perceberam que o TNT é uma opção segura para confeccionar máscaras de uso não profissional, contudo, o tecido tem que ser do tipo SMS, pois, esse material tem múltiplas camadas. “Tem uma série de camadas que se sobrepõem, então, são poucos pontos onde o ar ou o vírus conseguem passar reto”, destacou o coordenador do projeto, Vanderley John, em matéria transmitida pelo Fantástico.

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No caso do TNT comum, o material é mais vazado. Nesse sentido, John indica um teste simples que pode ser feito com a máscara. “É olhar contra a luz e ver a homogeneidade. Você não pode ver manchas ou pontos em que a luz passa mais facilmente”, explicou na reportagem.

Importância da costura

De acordo com o estudo, outro ponto importante é que as máscaras precisam estar bem vedadas. A pesquisa da USP avaliou 204 modelos e identificou um problema comum em muitos dos itens testados: a fresta. No entanto, na máscara de TNT, John identificou uma solução para esse problema: "Um arame, um ajuste nasal que evita a fresta", ressaltou.

Outras máscaras que não foram indicadas para o uso são aquelas com costura no meio: "É possível ver a costura e esses buracos que aparecem são os pontos em que passou a agulha", destacou o cientista.

Nesse sentido, o pesquisador enfatiza que quanto maior o buraco feito pela costura, mais o usuário fica suscetível à infecção pela Covid-19: "Mais fácil é o caminho [de entrada do vírus], pois, mais ar vai entrar por essa abertura", alerta.

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Preço e eficácia

De acordo com informação divulgada pelo jornal Agora, o estudo constatou que um pacote de máscaras comprado por R$ 4,99, em uma loja do Brás (região central de comércio popular em São Paulo) garantiu 82,1% de proteção e proporcionou maior facilidade para respirar. Em comparação com o produto confeccionado em neoprene, que é mais grosso e custa R$ 5,00 a unidade, o item em TNT teve o mesmo desempenho.

Já em comparação com as máscaras comuns de algodão, o TNT se destacou tanto pela capacidade de filtragem como por possibilitar melhor respirabilidade ao usuário. O material também foi comparado com produtos de uso profissional, como a PFF1 (que possui válvula), nesse caso, os equipamentos de proteção individual (EPIs) profissionais mostraram mais segurança, entretanto, são difíceis de usar devido à sensação de sufocamento.

De acordo com o professor do Instituto de Física, Paulo Artaxo, uma máscara de boa qualidade deve apresentar a capacidade de filtragem superior a 80%. O especialista ainda ressalta outro ponto a favor das máscaras em TNT, segundo ele, embora sejam consideradas descartáveis, elas podem ser lavadas até três vezes, no máximo. “Não devem ser lavadas muitas vezes, porque perdem a eficiência”, disse ele, ao Agora.

Tripla camada

A matéria do Fantástico ainda destacou outra característica importante que as máscaras que proporcionam mais proteção devem ter: tripla camada. Para chegar a essa conclusão, foram realizados testes com micropartículas lançados sobre o tecido do produto.

Após os testes, o supervisor de laboratório, Thiago Reinet, destacou: “Para o tipo de máscara de uso não profissional é preciso que ela retenha, ao menos, 70% das partículas que foram ejetadas em cima dela”, destacou.

Contaminação e prevenção

A contaminação por meio do novo coronavírus acontece porque, quando uma pessoa está com a infecção e tosse, espirra ou fala, são eliminadas partículas. Em um espirro, por exemplo, essas micropartículas podem atingir uma distância de até oito metros.

Contudo, se a pessoa contaminada está de máscara, muitas partículas ficam retidas. O produto funciona como uma barreira, pois, ele também protege outras pessoas, por meio do filtro de gotículas que estão no ar.

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