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Farmacêuticos: responsabilidade aumentada

Egle Leonardi   08 Julho 2016   3063   Varejo Farmacêutico
Farmacêuticos: responsabilidade aumentada

Com a aprovação da nova regra para a venda de medicamentos similares nas farmácias, que ocorreu em 10 de outubro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ratifica que os similares poderão ser intercambiáveis com seu medicamento de referência, ou seja, eles poderão ser oferecidos pelo farmacêutico como uma opção ao de referência prescrito pelo médico.

Frente à aceitação da população com relação à atuação responsável do farmacêutico, esse profissional terá uma opção a mais para efetuar a troca de medicamentos, se for o caso. É preciso destacar que o produto de referência costuma ser o original - que trouxe ao mercado a inovação - enquanto os similares e genéricos são dois tipos de cópias.

Com a aprovação da lei da intercambialidade pelos similares (RDC 58/2014) aumenta ainda mais a responsabilidade do farmacêutico no que se refere à substituição de medicamentos. Pesquisa realizada pelo ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico perguntou ao consumidor de medicamentos que tipo de produtos ele costuma comprar. As respostas indicam que 68% compram genérico, seguidos de medicamentos de marca (25%) e apenas 2% adquirem os similares. Das 12 capitais pesquisadas, Recife foi onde mais se encontram consumidores de similares (5%).

O medicamento genérico registra taxas de compra maiores nas classes D e E (78%), enquanto o hábito de adquirir remédio com marca do laboratório é mais forte na classe A (42%). Os similares se mantêm entre 1% e 3% independentemente de gênero, classe social, idade e formação.

A pesquisa abordou também a confiança que a população deposita nos diferentes tipos de medicamentos. A pergunta foi realizada com possibilidade de respostas múltiplas. Assim, os entrevistados declaram confiar nos medicamentos de marca em primeiro lugar (79%), seguidos pelos genéricos (70%) e depois dos similares (35%).

“Em 2013, quando publicamos este estudo, fomos os principais responsáveis por fazer notórios o nível de confiança nesses medicamentos e as novas responsabilidades do farmacêutico em todo o País e, a partir disso, a população passou a acreditar ainda mais nesse profissional”, fala o diretor de Pesquisa da Instituição, Marcus Vinicius de Andrade.

A partir do final de 2014 o similar terá de apresentar os mesmos testes de equivalência que os genéricos. Até isso acontecer, apenas o genérico será intercambiável com o de referência. A nova regra valerá a partir de 1º de janeiro de 2015, mas as empresas terão um ano para incluir a informação sobre a intercambialidade nas bulas.

“Com a maior possibilidade de intercambialidade entre os medicamentos, a população irá se beneficiar ainda mais da valorização do profissional farmacêutico, que deixa de ser visto como um dispensador do medicamento e assume um importante papel de prestador de serviços em saúde”, finaliza Andrade.

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