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Classe C representa 52% do consumo nas farmácias

Jornal Correio do Estado de Mato Grosso do Sul   07 Julho 2016   6119   Varejo Farmacêutico
Classe C representa 52% do consumo nas farmácias

Pesquisa apurou o perfil dos consumidores de farmácias em 12 cidades brasileiras, e revelou que aumento na renda permite que este público amplie compra de perfumes e produtos de higiene.

A classe C, que nos últimos anos se tornou a principal consumidora no setor imobiliário e supermercadista, agora desponta também no segmento farmacêutico de Campo Grande. Pesquisa Datafolha/ICTQ Instituto de Pós-Graduação para Farmacêuticos apurou o perfil dos consumidores de farmácias em 12 cidades brasileiras, e revelou que, na Capital, 52% do público que frequenta estabelecimentos do tipo pertencem à nova classe média.

O cenário, de acordo com o diretor-executivo do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), Marcus Vinícius Andrade, já era esperado como consequência das políticas públicas que expandiram a classe social no País. “O avanço no poder de compra, associado ao esforço do governo em baratear os medicamentos, através dos genéricos, foram os principais fatores que zeram crescer o acesso da classe C às farmácias”, pondera.

Ela também passou a usufruir mais de planos de saúde, frequentar o médico com maior regularidade o que automaticamente fez aumentar a demanda por medicamentos. Em contrapartida, com mais dinheiro no bolso, cresceu também a automedicação um hábito comum entre os brasileiros outro fator que ampliou as vendas do segmento.

E de olho nesse maior poder de compra da faixa, os estabelecimentos começaram a investir em outros setores, como o de perfumaria e alimentos. Hoje, se encontra praticamente todo tipo de produto nesses estabelecimentos, incluindo higiene e suplementação para esportistas.

“Atualmente, a classe C, além de consumir mais, também ampliou sua gama de produtos. Além dos medicamentos, começou a ter acesso ao que antes não tinha como o filtro solar, por exemplo. Isso fez com ela se tornasse, também, a principal compradora de cosméticos e itens de perfumaria”, apontou o gerente de uma farmácia de Campo Grande, Flávio Augusto Nolasco Pereira.

Ele destaca ainda que além de mais capitalizada, essa faixa consumidora foi beneficiada com a facilidade de acesso ao crédito. “Hoje, praticamente todos têm cartão. Aqui, parcelamos em até quatro vezes e isso incentiva o consumidor a levar algo além do medicamento”, explica Pereira. Há ainda estabelecimentos que firmam convênios com empresas e, além do parcelamento, fazem desconto na folha dos funcionários.

Além de pertencer à classe C, a maioria dos consumidores de farmácias (43%) têm apenas o ensino fundamental; 75% trabalha fora ou em casa com remuneração percentuais bem acima dos nacionais, de 35% e 69%, respectivamente. A busca prioritária por medicamentos também ficou acima da brasileira, foi de 98%, contra 88% no País.

Mas o que surpreendeu foi a faixa etária dos consumidores. Os idosos, que eram esperados como os maiores frequentadores desse tipo de estabelecimento, ficaram em último na pesquisa em Campo Grande. Cerca de 37% têm entre 26 e 40 anos e, apenas 13% mais de 60. Nacionalmente, 34% estão na faixa dos 26 e 40 e, 16% acima dos 60 anos. As mulheres representam 53% dos compradores em farmácias e, 76% escolhem onde vão gastar pelo preço dos produtos. Em Campo Grande, 14% dos consumidores costumam ir a esses estabelecimentos pelo menos uma vez por semana.

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