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Ministério da Saúde lança plano de incentivo à Pesquisa Clínica no Brasil

Wandy Ribeiro   17 Fevereiro 2020   5977   Política Farmacêutica
Ministério da Saúde lança plano de incentivo à Pesquisa Clínica no Brasil

Em 2020, o Ministério da Saúde (MS) pretende aumentar a capacidade de desenvolvimento de pesquisas clínicas em território nacional. O plano prevê novos resultados e métodos com inovadoras tecnologias para a prevenção, tratamento e o diagnóstico o de doenças. Intitulado Plano de Ação de Pesquisa Clínica no Brasil, o projeto reflete a preocupação da pasta e, aparentemente, demonstra ter a intenção de proporcionar aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) melhorias em terapias.

Segundo a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE), Camile Sachetti, as pesquisas clínicas deverão servir para, futuramente, financiar políticas públicas de melhorias no SUS, por meio da incorporação de novos métodos de tratamentos, procedimentos, medicamentos e tecnologias. Fato que deverá impactar em uma melhoria no sistema de atendimento prestado à população.

Leia também: Roche investe em pesquisas clínicas no Brasil

Ela destaca que aperfeiçoar a pesquisa clínica no País é proporcionar mais independência em nível global, por meio do desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. “O plano também oferece a oportunidade de tratamento de ponta aos pacientes que, muitas vezes, não têm outra alternativa terapêutica, além de promover a melhoria da assistência nos centros e hospitais onde a pesquisa ocorre”, enfatiza, em matéria publicada no site MS.

Indústrias farmacêuticas e pesquisas clínicas

Além do Governo, muitas indústrias farmacêuticas também planejam investir em pesquisas clínicas no Brasil. Recentemente, a Roche Farma Brasil destacou que se prepara para enfrentar mais concorrência em território nacional, em virtude do aumento de biossimilares no mercado. Para isso, a farmacêutica aposta em seu portfólio de inovação e pesquisas clínicas no País.

De acordo com o presidente da empresa, Patrick Eckert, apenas em 2019, a companhia aumentou seu investimento em 36% (R$ 256 milhões) em novas pesquisas clínicas no Brasil. Em três anos, o total investido nesse segmento foi de R$ 564 milhões. Ao todo, 70 novos estudos, relacionados ao Alzheimer, câncer e doenças raras, foram realizados.

Em sua estratégia, a farmacêutica planeja, em longo prazo, realizar parcerias com players de mercado e com o governo brasileiro para ampliar o acesso a medicamentos pelo SUS. Apenas para o setor de oncologia, já foram realizadas cinco novas indicações de produtos para câncer de mama e pulmão.

Como exemplo, Eckert cita o medicamento Hemcibra, indicado a pacientes que sofrem de hemofilia, que já foi incorporado ao SUS. Além disso, há também o Ocrevus, utilizado para casos de esclerose múltipla, por meio de secretarias de saúde de alguns Estados, como o Espírito Santo, por exemplo. Para 2020, o plano da farmacêutica é ampliar ainda mais seu catálogo de medicamentos na saúde pública e a  disponibilização deles em nível Brasil.

“Daremos continuidade a esse trabalho para novas indicações deste produto, assim como a disponibilização de Ocrevus, contra esclerose múltipla, e terapias contra câncer de mama no SUS”, disse o executivo em matéria publicada no Valor Econômico.

Nesse sentido, vale destacar que o Plano de Ação de Pesquisa Clínica no Brasil, do MS, poderá servir de incentivo para muitas indústrias farmacêuticas, como a Roche, por exemplo, que, claramente, deseja ampliar seu portifólio de produtos no SUS.

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