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Robôs criam primeiro medicamento feito por Inteligência Artificial para testes em humanos

André Lopes   05 Julho 2023   3162   Indústria Farmacêutica
Robôs criam primeiro medicamento feito por Inteligência Artificial para testes em humanos

Empresa de biotecnologia Insilico Medicine conduz um dos primeiros ensaios clínicos de fase 2 de um medicamento totalmente descoberto e projetado por inteligência artificial.

A Insilico Medicine, empresa de biotecnologia apoiada pelo conglomerado chinês Fosun Group e pela gigante do private equity Warburg Pincus, iniciou um dos primeiros ensaios clínicos de fase 2, o momento onde os testes podem ser feitos em humanos, de um medicamento inteiramente descoberto e projetado por inteligência artificial (IA).

Sob a tutela do cientista de origem letã Alex Zhavoronkov, fundador da Insilico, a empresa iniciou os testes com um paciente da China. Trata-se do medicamento INS018_055, usado no tratamento para a fibrose pulmonar idiopática, doença que reduz a capacidade do órgão de realizar trocas gasosas.

Com bilhões de dólares investidos na criação de ferramentas de IA destinadas a revolucionar o desenvolvimento de medicamentos, a Insilico faz parte de uma corrida entre grandes farmacêuticas e investidores para explorar uma oportunidade de mercado de US$ 50 bilhões para a IA no setor, conforme relatado pela Morgan Stanley.

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Segundo um pronunciamento de Zhavoronkov, as plataformas de IA podem potencialmente reduzir pela metade o tempo necessário para descobrir medicamentos e diminuir o custo de trazer medicamentos ao mercado. Empresas farmacêuticas como Sanofi, Fosun e Johnson & Johnson firmaram acordos de parceria para acesso à tecnologia.

Para se ter uma ideia, a Insilico usou plataformas de IA para selecionar 12 candidatos a medicamentos pré-clínicos, dos quais três avançaram para ensaios clínicos.

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Dado o cenário de alta produtividade da IA que criou, farmacêuticas como a Insilico poderiam economizar de dois a quatro anos no descobrimento pré-clínico, dependendo da novidade e complexidade do alvo. A IA também foi usada para recrutar pacientes com maior probabilidade de responder à terapia.

Potencial de crescimento

A empresa, com sede em Hong Kong e Nova York, levantou mais de US$ 400 milhões de uma variedade de investidores baseados principalmente na Ásia e nos EUA.

Antes do teste de agora, a Insilico Medicine conduziu ensaios clínicos de fase 1 do INS018_055 na Nova Zelândia e na China, que, segundo a empresa, demonstraram resultados favoráveis que apoiaram um ensaio aplicar o medicamento em mais humanos.

Na fase atual, a empresa recrutará 60 pessoas com fibrose pulmonar idiopática na China e nos EUA para avaliar a segurança, tolerabilidade e eficácia preliminar do medicamento.

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