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Cimed articula novo aporte financeiro para disputar compra da Medley

Relatório reservado   01 Novembro 2025   1889   Indústria Farmacêutica
Cimed articula novo aporte financeiro para disputar compra da Medley

Há informações no setor farmacêutico de que João Adibe Marques, controlador da Cimed, está em conversações com o GIC, fundo soberano de Cingapura, em torno da possibilidade de um novo aporte de capital na companhia.

Em março, os asiáticos montaram uma posição minoritária no laboratório. O tamanho da participação e o valor não foram oficialmente revelados, mas especula-se que o fundo tenha desembolsado algo em torno de R$ 1 bilhão para ficar com 12,5% das ações. Agora, qualquer semelhança entre a possível capitalização adicional da Cimed e as negociações para a compra da Medley não seria mera coincidência.

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Um movimento estaria indexado ao outro. A empresa da família Marques é uma das candidatas à aquisição da Medley, braço de genéricos da francesa Sanofi no Brasil. A nova injeção de capital do GIC – um potentado com quase US$ 1 trilhão em ativos – daria à Cimed a dosagem financeira necessária para a investida. No mercado, a Medley é avaliada em torno de US$ 500 milhões. Com o M&A, o laboratório de João Adibe Marques saltaria de R$ 2,7 bilhões para mais de R$ 4 bilhões em vendas e de R$ 630 milhões para quase R$ 850 milhões em Ebitda. O RR consultou a Cimed, mas não obteve retorno.

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A disputa pela Medley é acirrada. Além da Cimed, outras sete empresas do setor farmacêutico manifestaram interesse na compra do laboratório. No meio dessa corrida, há, inclusive, um duelo consanguíneo. A União Química, controlada por Fernando Marques, tio de João Adibe Marques, figura entre os candidatos à aquisição. Por sinal, ambas parecem seguir a mesma bula. Assim como a Cimed, a União Química também busca uma capitalização em mercado. A companhia contratou o UBS BB com o objetivo de levantar cerca de R$ 1 bilhão mediante a venda de parte do seu capital – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico, no último dia 28.

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