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Alexandre Padilha confirma que Anvisa deve aprovar vacina da dengue do Butantan ainda este ano

Folha de São Paulo   04 Novembro 2025   619   Indústria Farmacêutica
Alexandre Padilha confirma que Anvisa deve aprovar vacina da dengue do Butantan ainda este ano

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), disse nesta segunda-feira (3) que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovará até dezembro o uso da vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.

A expectativa do governo é começar a aplicar as doses em 2026. Padilha afirmou que a estratégia de imunização ainda será definida após o registro do produto. A vacina é destinada a pessoas com idade entre 2 e 59 anos.

A fabricação em larga escala da vacina será feita pela farmacêutica chinesa WuXi Biologics. O ministério diz que 40 milhões de doses serão entregues no próximo ano. Em fevereiro, o Planalto afirmou que seriam 60 milhões de unidades, ao anunciar a parceria entre os laboratórios.

"Nossa programação é para ter a vacina em campo no ano que vem. A Anvisa está nos seus detalhes finais, com Butantan. A informação de que a gente tem a vacina até o fim do ano é da Anvisa", disse Padilha à imprensa durante anúncio sobre estratégias de combate à dengue para 2026.

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O ministro também afirmou que desde que assumiu o comando da pasta da Saúde, em abril, as discussões entre os laboratórios mencionam a capacidade de produzir 40 milhões de doses.

A Anvisa avalia estudos de qualidade, segurança e eficácia de medicamentos e vacinas para conceder o registro, que é uma autorização de uso e comercialização dos produtos no Brasil. Também verifica condições de fabricação dos produtos. Padilha disse que a agência já certificou as instalações da fábrica chinesa.

O Butantan pediu em dezembro de 2024 o registro à Anvisa.

Padilha também anunciou investimento de R$ 183,5 milhões para ampliar o uso de tecnologias para combater o mosquito Aedes aegypti. O governo deve ampliar o uso do Wolbachia (mosquitos modificados geneticamente usados no combate à dengue), hoje presente em 12 munic[ipios. O plano é utilizar a tecnologia em 70 cidades.

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"Niterói (RJ) foi a primeira cidade brasileira a ter 100% do território coberto pelo método Wolbachia, apresentando resultados concretos: redução de 89% nos casos de dengue e 60% da chikungunya", afirma a Saúde.

Em 2025, o ministério registra 1.698 morte s por dengue, além de outras 264 em investigação. Também há 1.617.606 casos prováveis da doença.

São Paulo concentra cerca de 55% dos casos e 64% das mortes por dengue. Em seguida, Minas Gerais acumula 9,8% dos casos e 7% das mortes.

Os números atuais são melhores que os de 2024, quando o Brasil teve a sua pior crise pela dengue, com 6.321 mortes, mas ainda superam todos os anos anteriores.

Padilha disse que o país não pode aceitar o quadro de mais de 1.000 mortes por ano como um "novo normal". "Vamos continuar trabalhando para reduzir níveis de letalidade. Acreditamos que a principal estratégia para controle maior da endemia é eficácia da vacina."

O Ministério da Saúde também anunciou que fará um Dia D de prevenção contra a dengue, em 8 de novembro. "Com o lema 'Contra o mosquito, todos do mesmo lado', a campanha mobiliza a população e os profissionais de saúde para eliminar criadouros e reforçar a responsabilidade coletiva."

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