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Lucro da Astrazeneca dobra no 1º trimestre

Marcelo de Valécio   30 Abril 2021   2345   Indústria Farmacêutica
Lucro da Astrazeneca dobra no 1º trimestre

Um dos primeiros a desenvolver uma vacina contra a Covid-19, em parceria com a Universidade de Oxford, o laboratório britânico Astrazeneca anunciou que fechou os três primeiros meses do ano com lucro de 100% em relação ao mesmo período de 2020, revelaram a Dow Jones Newswires e o Valor. As informações foram divulgadas hoje (30/4).

De acordo com a Astrazeneca, as vendas e os lucros aumentaram no primeiro trimestre, sustentando a previsão de crescimento para 2021. As vendas no período saltaram de US$ 6,35 bilhões (R$ 34,48 bilhões) para US$ 7,32 bilhões (R$ 39,75 bilhões), enquanto o lucro líquido subiu para US$ 1,56 bilhão (R$ 8,47 bilhões), contra US$ 780 milhões (R$ 4,24 bilhões) registrados no mesmo período de 2020, denotando crescimento de 100%.

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O lucro operacional ficou em US$ 1,9 bilhão (R$ 10,32 bilhões), em comparação com US$ 1,22 bilhão (R$ 6,62 bilhões) no ano anterior. Já o lucro por ação foi de US$ 1,18 (R$ 6,40) no trimestre, contra US$ 0,59 (R$ 3,20) no mesmo trimestre em 2020. A empresa disse que o desenvolvimento de sua vacina contra o novo coronavírus teve um impacto negativo de US$ 0,03 (R$ 0,16) no lucro pró-forma por ação no trimestre.

De acordo com a Astrazeneca, foi mantida uma perspectiva dada anteriormente para o ano inteiro, que era de aumento da receita total em uma percentagem baixa e o lucro básico por ação subindo de US$ 4,00 (R$ 21,72) para US$ 5,00 (R$ 27,15), tudo a taxas de câmbio constantes.

A empresa disse ainda que a orientação não incorpora o impacto da receita ou do lucro das vendas da vacina contra a Covid-19 e que também exclui a aquisição proposta da Alexion Pharmaceuticals.

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No ano passado, a Astrazeneca anunciou a compra da empresa de biotecnologia norte-americana Alexion por US$ 39 bilhões (R$ 211,8 bilhões). Com a aquisição, o grupo britânico se consolidou entre as dez maiores indústrias farmacêuticas do mundo.

Especializada em oncologia, tratamentos cardiovasculares e para doenças respiratórias, a Astrazeneca reforça, com a Alexion, seu portifólio nas áreas de imunologia e de pesquisas sobre doenças raras. Isso apoia a Astrazeneca atuar em áreas como o tratamento de doenças do sangue e em outras áreas mais lucrativas.

Medicamentos caros para doenças exóticas podem gerar bilhões em vendas de um grupo relativamente pequeno de pacientes. A aquisição de produtos que se concentram neles tem sido uma forma popular de grandes companhias farmacêuticas aumentarem as vendas nos últimos anos.

“É um passo importante na história da empresa”, revelou na época o CEO da Astrazeneca, Pascal Soriot, conforme O Globo. “É uma tremenda oportunidade para acelerarmos nosso desenvolvimento de terapias imunológicas”, completou.

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