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Vacina universal contra coronavírus pode impedir variantes e novas pandemias

Wandy Ribeiro   13 Mai 2021   9956   Farmácia Clínica
Vacina universal contra coronavírus pode impedir variantes e novas pandemias

Cientistas da Duke University, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma “vacina universal” contra o novo coronavírus (Covid-19), que além de ser capaz de combater o Sars-CoV-2, também seria eficaz na imunização de outras linhagens do vírus e futuros betacoronavírus, que são causadores de potenciais doenças respiratórias, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

O grande diferencial desse novo imunizante seria sua possível eficácia contra todos esses tipos de vírus, além de garantir segurança no combate às variantes, uma vez que a família coronavírus já foi responsável por outros surtos, como aconteceu entre 2001 e 2004, quando a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) infectou milhares de pessoas, em cerca de 29 países, e matou 774, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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A pesquisa com os resultados preliminares do novo imunizante mostra que os pesquisadores têm como alvo desenvolver um antígeno capaz de bloquear a ligação da proteína Spike com o receptor ACE2, pois essa combinação é responsável por permitir que o coronavírus ataque o sistema imunológico. Ou seja, impedindo essa conexão a ação do vírus também será bloqueada.

Os testes

Os cientistas, segundo o estudo, observaram a ação nessa etapa de testes com dois modelos diferentes da “vacina universal” do coronavírus, que foram aplicados em macacos. Um utilizou a mesma tecnologia de RNA dos imunizantes da Pfizer e da Moderna e o outro nanopartículas que se ligam à proteína Spike.

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A conclusão dos resultados preliminares foi que os antígenos conseguiram anticorpos contra a Covid-19 (nas variantes do Brasil, África do Sul e do Reino Unido), além de contra a SARS e a MERS. Houve destaque para o imunizante desenvolvido com nanopartículas, que se mostrou mais eficaz na imunização.

Apesar de a revista científica classificar os resultados da “vacina universal” contra o coronavírus como promissores, os testes ainda são preliminares. Sendo assim, para que a eficácia e a segurança do antígeno sejam de fato comprovadas, ainda serão necessárias outras etapas de testes, tanto em pequenos grupos de humanos como em larga escala.

Por hora, conforme destaca o farmacêutico e professor da pós de Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Thiago de Melo, há outras medidas que podem ajudar a impedir o surgimento de novas variantes.

“Com menos Sars-CoV-2 circulantes, o impacto sobre as novas variantes mutantes também pode ser suavizado, afinal, com menos ‘casas’ para o vírus morar, menos chance de ele trocar seus códigos", disse ele, em recente entrevista à equipe de jornalismo do ICTQ.

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