Skip to main content

Estudo aponta que vacina contra a gripe reduz risco de infarto e AVC

Ricardo Valença   10 Abril 2026   553   Farmácia Clínica
Estudo aponta que vacina contra a gripe reduz risco de infarto e AVC

Um estudo recente publicado na Eurosurveillance mostrou que a imunização contra o vírus influenza reduz significativamente o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), mesmo em pessoas que acabam sendo infectadas após a vacinação.

A pesquisa analisou dados de mais de uma década e identificou que o risco de eventos cardiovasculares aumenta de forma expressiva logo após a infecção por influenza. Durante a primeira semana após o diagnóstico, o risco de infarto pode ser até quase cinco vezes maior, enquanto o de AVC chega a quase três vezes.

Publicidade

Vacinação reduz riscos mesmo em casos de infecção

O dado mais relevante do estudo está na comparação entre pessoas vacinadas e não vacinadas.

Mesmo quando ocorre a infecção, pacientes imunizados apresentaram uma redução significativa desse risco aumentado. Na prática, a vacinação foi capaz de reduzir pela metade o risco de eventos cardiovasculares associados à gripe.

Isso amplia o entendimento sobre o impacto da imunização. A vacina deixa de ser vista apenas como uma barreira contra o vírus e passa a ser interpretada como intervenção clínica com efeito direto na redução de complicações graves.

Clique aqui para acessar ao estudo completo

Por que a gripe pode causar infarto e AVC?

A explicação está na resposta inflamatória do organismo.

A infecção por influenza desencadeia um processo inflamatório sistêmico que pode desestabilizar placas ateroscleróticas, aumentar a atividade de coagulação e favorecer eventos trombóticos. Esse cenário eleva o risco de eventos cardiovasculares agudos, especialmente em pacientes com comorbidades ou idade avançada.

A vacinação atua reduzindo a intensidade dessa resposta inflamatória, o que ajuda a explicar o impacto observado nos desfechos cardiovasculares.

Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente

Campanha de vacinação exige posicionamento clínico

Com a chegada das campanhas sazonais, o contexto muda. Não se trata apenas de aumento de demanda, mas de um período em que a conduta ganha mais peso.

É nesse momento que a orientação deixa de ser pontual e passa a ser estratégica. Cada atendimento se torna uma oportunidade de interferir em risco real, especialmente quando se considera o impacto da influenza em eventos cardiovasculares.

A diferença está na profundidade da conduta

A base técnica já faz parte da formação.

O que muda o nível de atuação é a forma como a evidência é incorporada na prática. Estudos como esse ampliam o repertório clínico e elevam o nível da conversa com o paciente.

Quando essa informação não é utilizada, a orientação perde confiança. Quando é bem aplicada, a decisão do paciente muda.

Atualização impacta diretamente o desfecho

A vacinação é uma área dinâmica, com novas evidências surgindo de forma constante.

A diferença não está em saber que a vacina existe, mas em entender o que ela representa naquele momento, para aquele perfil de paciente, dentro daquele contexto clínico.

Quando a evidência evolui, a conduta precisa acompanhar.

Formação clínica amplia capacidade de decisão

A atuação em imunização exige mais do que domínio de protocolo. Exige interpretação, leitura crítica e segurança para conduzir decisões no ponto de cuidado.

A Pós-Graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica do ICTQ atua exatamente nesse nível.

O foco está no desenvolvimento do raciocínio clínico, na interpretação de evidências e na aplicação prática dentro da rotina profissional. O farmacêutico passa a trabalhar com mais segurança na avaliação do paciente, na condução de orientações e na tomada de decisão baseada em evidência.

Em um cenário onde a vacinação assume um papel cada vez mais amplo na prevenção de desfechos graves, o profissional que aprofunda sua formação deixa de apenas executar uma rotina.

Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

Estados Unidos limitam acesso a tratamento do HIV

Dezenas de milhares de americanos estão perdendo acesso ao tratamento de HIV en…

Pesquisa revela resultados positivos em nova terapia para leucemia

Estudo denominado CLL14, publicado na terça-feira (1/9) na revista britânica Th…

Diabetes tipo 1 é revertido em paciente após transplante de células-tronco

“Eu posso comer açúcar agora”, diz uma mulher de 25 anos com diabetes tipo 1 qu…

Antibiótico integra novo tratamento para hanseníase

Um novo tratamento para hanseníase que inclui o antibiótico claritromicina esta…

Alerta: transmissão da Covid-19 pode ocorrer pelo ar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que analisa apontamentos feitos po…

O farmacêutico clínico atua com protagonismo no cuidado integral de pacientes com cefaleia

 A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns nos balcões de farmácia — e…

Agr3ssão no balcão expõe violênci@ enfrentada por profissionais de farmácias

Segunda-feira, 20 de julho de 2026 Um episódio registrado em uma unidade da Dr…

Farmácia clínica de endocrinologia e metabologia

A tendência por especialização no segmento farmacêutico tem disponibilizado no…

A importância da orientação do farmacêutico clínico sobre os efeitos adversos dos anabolizantes

O uso de esteroides anabolizantes tem se tornado uma preocupação crescente no B…

Medicamentos controlados disfarçados de fitoterápicos são vendidos online

Um estudo da Unicamp mostrou remédios vendidos na internet como naturais que co…