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Oxford estuda criar vacina contra Covid-19 em pílula e spray

Marcelo de Valécio   26 Fevereiro 2021   3451   Farmácia Clínica
Oxford estuda criar vacina contra Covid-19 em pílula e spray

Os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que desenvolveram vacina contra a Covid-19 em parceria com a Astrazeneca, estão pesquisando a possibilidade de oferecer o imunizante em forma de pílula, revelaram O Globo e UOL. A possibilidade de criar um spray nasal também é analisada pelos cientistas.

De acordo com a professora Sarah Gilbert, principal profissional por trás da criação da vacina, novas formas de oferecer o imunizante ajudariam no combate ao vírus no futuro. Esse tipo de avanço poderia tornar os programas de imunização mais rápidos, baratos e disseminados.

Segundo Sarah, a via intramuscular – meio pelo qual todas as vacinas contra a Covid-19 estão sendo administradas – não é necessariamente a melhor forma de fornecer proteção contra uma infecção por vírus respiratório. Nesse caso, o spray nasal poderia ser uma novidade que revolucionaria a corrida por vacinas de segunda geração.

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A intenção da imunização é ativar o sistema imunológico no trato respiratório superior e, em seguida, no trato respiratório inferior, que é onde o vírus está causando a infecção. A professora cita que algumas vacinas contra gripe são aplicadas por spray nasal e diz que esta poderia ser uma abordagem muito boa para combater o coronavírus futuramente.

“Também é possível considerar a vacinação oral, em que você toma um comprimido que vai lhe dar a imunização, e isso teria muitos benefícios para o lançamento da vacina se você não tivesse que usar agulhas e seringas para as pessoas”, afirmou Sarah, conforme O Globo.

De acordo com o jornal The Independent, existe uma pressão de especialistas e políticos britânicos para que sejam encontrados programas de imunização mais rápidos, baratos e difundidos.

A professora disse recentemente aos parlamentares britânicos que sua equipe começou a avaliar essas novas abordagens. No entanto, ela afirmou que as novas vias de aplicação vão demorar para serem desenvolvidas, pois precisarão ser testadas quanto à segurança e eficácia.

“As respostas imunológicas que serão geradas por ambas as abordagens serão um pouco diferentes daquelas que obteremos com uma injeção intramuscular. Mas elas têm vantagens potencialmente grandes, e é aí que vamos concentrar nossa atenção”, afirmou Sarah, segundo o UOL.

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Oxford não é a primeira a ter essa ideia. A IosBio, empresa britânica de biotecnologia, fez parceria com a ImmunityBio, dos Estados Unidos, para desenvolver imunizantes orais contra o novo coronavírus. Existem testes em andamento na África do Sul e nos Estados Unidos. Antes do início da pandemia no ano passado, empresa estava pesquisando uma vacina oral para o vírus da Zika.

Segundo os especialistas, qualquer novo produto ou nova apresentação provavelmente levaria mais de um ano para ficar pronto porque teria que ser desenvolvido e então passar por testes pré-clínicos e clínicos. Os reguladores também teriam que revisá-lo para aprovação antes de chegar aos pacientes.

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