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Novo estudo afirma que remdesivir pode não funcionar contra Covid-19

Wandy Ribeiro   21 Agosto 2020   2946   Farmácia Clínica
Novo estudo afirma que remdesivir pode não funcionar contra Covid-19

Estudos recentes realizados com o remdesivir, da Gilead Sciences, mostraram que pacientes infectados pelo novo coronavírus (Covid-19) viram seu estado de saúde melhorar depois de um tratamento de cinco dias com o fármaco. Contudo, nesta sexta-feira (21/08), uma nova pesquisa sobre o tratamento de 10 dias com o medicamento mostrou que a substância não foi capaz de encurtar de maneira significativa a internação dos pacientes.

Apesar disso, o estudo realizado com 600 pacientes, publicado no jornal científico Journal of the American Medical Association, constatou que pessoas em estado moderado da doença, tratados durante cinco dias com o medicamento antiviral, tiveram uma probabilidade consideravelmente mais alta de melhoria quando comparados com aqueles que receberam outras terapias, entretanto, os cientistas destacaram que o benefício é incerto.

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Atualmente, o medicamento é utilizado mediante uma autorização de emergência da Food and Drug Administration (FDA) para tratar pacientes internados em situações consideradas graves de Covid-19. No início de agosto de 2020, a Gilead protocolou um pedido de aprovação total à agência reguladora americana para o fármaco.

Uso em vários países

Vale ressaltar que o novo estudo causa polêmica, pois, em muitos países o remdesivir tem sido utilizado em protocolos de enfrentamento à pandemia. Um exemplo disso é o Canadá, que, recentemente, autorizou o uso do antiviral em casos graves da Covid-19.

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“O remdesivir é a primeira droga que a Agência de Saúde do Canadá autoriza para o tratamento da Covid-10”, destacou a Gilead, segundo informação divulgada pela AFP.

Já a União Europeia (UE) também fechou contrato com a Gilead Sciences, fabricante do antiviral, para um acordo que atenderá cerca de 30 mil pacientes no bloco a partir de agosto 2020.

Em maio de 2020, o Ministério da Saúde do Japão também autorizou a utilização do antiviral para o tratamento de pacientes infectados pela doença. A medida aconteceu logo após o FDA liberar a utilização do medicamento nos Estados Unidos, em caráter emergencial, no tratamento dos casos graves da doença.

Primeiro estudo

Apesar de ter sido desenvolvido, inicialmente, para tratar pacientes com febre hemorrágica ebola, o fármaco nunca havia sido aprovado para o tratamento de nenhuma doença grave, antes da Covid-19. A iniciativa de utilizar o produto no combate ao novo coronavírus surgiu após uma pesquisa divulgada pelo National Institute for Allergy and Infectious Diseases (NIAID) afirmar que o remdesivir foi capaz de reduzir o tempo de recuperação de pacientes infectados pelo vírus em até quatro dias. Contudo, o estudo não encontrou diferença estatística significativa em relação à taxa de mortalidade.

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