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Farmacêutica usa a imprensa para orientar brasileiros sobre riscos de guardar medicamentos no banheiro

Marcus Vinicius Andrade   10 Julho 2026   691   Farmácia Clínica
Farmacêutica usa a imprensa para orientar brasileiros sobre riscos de guardar medicamentos no banheiro

Sexta-feira, 10 de julho de 2026

A participação de farmacêuticos na imprensa tem papel essencial na educação em saúde da população brasileira. Em temas que fazem parte da rotina doméstica, como o local correto para armazenar medicamentos, a presença desses profissionais nos veículos de comunicação ajuda a transformar informação técnica em orientação segura, acessível e capaz de prevenir riscos dentro de casa.

Foi o que ocorreu em matéria publicada pelo Notícias ao Minuto, com a participação da farmacêutica Aline Benedita dos Santos Fonseca, coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera. A especialista alertou que guardar medicamentos no armário do banheiro, embora seja um hábito comum em muitos lares, pode comprometer a conservação dos produtos devido à umidade gerada pelos banhos e às variações constantes de temperatura.

Segundo Aline, o armazenamento correto é fundamental para garantir a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos durante todo o prazo de validade. À reportagem, a farmacêutica explicou que “o modo de armazenamento impacta diretamente na estabilidade do medicamento”, relacionada à manutenção de características físicas, físico-químicas e microbiológicas necessárias para preservar a biodisponibilidade do produto.

A orientação da especialista é relevante porque muitos brasileiros ainda associam o banheiro à praticidade, sem considerar que o ambiente pode ser prejudicial à estabilidade dos medicamentos. De acordo com Aline, fatores externos como umidade e temperatura afetam diretamente essa estabilidade. Ela explicou que o aumento da temperatura acelera reações químicas e pode intensificar a degradação dos medicamentos. Já a umidade pode alterar a dureza de comprimidos, torná-los mais friáveis, favorecer perda de massa e comprometer a quantidade de princípio ativo disponível, o que pode prejudicar a eficácia do tratamento.

Ao levar esse alerta à imprensa, a farmacêutica cumpre uma função estratégica de cuidado coletivo. A orientação não se limita a responder onde guardar remédios, mas ajuda a população a compreender que conservação inadequada pode interferir na segurança terapêutica, especialmente quando o medicamento é usado sem observar corretamente as condições indicadas na embalagem ou na bula.

Na matéria, Aline também destacou que as indústrias farmacêuticas realizam estudos de estabilidade de medicamentos no Brasil conforme normas da Anvisa, como a RDC 318/2019, que inclui testes de temperatura e umidade em câmaras controladas. Esses ensaios ajudam a definir as condições adequadas de armazenamento e reforçam a importância de seguir as orientações estabelecidas para cada produto.

O banheiro, segundo a explicação técnica apresentada, não é o local mais indicado porque o calor gerado durante o banho pode acelerar reações de degradação do fármaco, reduzindo sua potência. A umidade elevada também pode favorecer processos de hidrólise, alterar fisicamente comprimidos e comprometer a estabilidade microbiológica de algumas formulações.

A recomendação é que os medicamentos sejam mantidos em locais secos, arejados, protegidos da luz, do calor e da umidade. A geladeira, por outro lado, não deve ser vista como solução universal. Nem todo medicamento precisa de refrigeração e, quando armazenado de forma inadequada em baixas temperaturas, também pode sofrer prejuízos. Apenas produtos com essa indicação específica na embalagem ou na bula devem ser mantidos refrigerados, evitando-se a porta da geladeira, onde há maior variação térmica.

A farmacêutica também chamou atenção para outros cuidados importantes. Medicamentos não devem ficar próximos ao fogão, expostos ao sol ou dentro do carro, locais em que a temperatura pode atingir níveis elevados. Além disso, devem permanecer fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Outro ponto de orientação envolve a identificação de possíveis alterações no produto. Mudanças de cor, cheiro, textura ou aparência podem indicar que o medicamento não está em condições ideais para uso. Nesses casos, a recomendação é não consumir o produto e procurar um farmacêutico para receber orientação sobre o descarte correto, sem jogar medicamentos no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário.

Ao final da matéria, Aline reforça a importância de pequenas mudanças no cotidiano. “Pequenas mudanças no local de armazenamento podem fazer diferença na manutenção da qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Por isso, vale a pena revisar onde os medicamentos são guardados em casa”, concluiu a professora ao Notícias ao Minuto.

A participação da farmacêutica na imprensa mostra como a profissão contribui diretamente para a saúde pública. Ao explicar, com base técnica, os riscos de um hábito comum, Aline Benedita dos Santos Fonseca amplia o alcance da orientação farmacêutica e ajuda milhares de brasileiros a adotarem práticas mais seguras no uso e na conservação de medicamentos.

Em um país onde a automedicação e o armazenamento doméstico inadequado ainda fazem parte da realidade, dar voz ao farmacêutico é uma forma de cuidado. Quando esse conhecimento chega à população por meio da imprensa, a Farmácia reafirma seu papel na prevenção, na segurança do paciente e na promoção do uso racional de medicamentos.

Nota editorial: Este conteúdo foi produzido originalmente pela equipe de jornalismo e conteúdos do ICTQ, com autoria de  Marcus Vinicius Andrade e revisão técnica do Diretor Acadêmico Ismael Rosa, CRF-GO 7311.

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