Skip to main content

Farmacêutica brasileira ganha destaque no desenvolvimento da vacina em Harvard

Wandy Ribeiro   20 Agosto 2020   8048   Farmácia Clínica
Farmacêutica brasileira ganha destaque no desenvolvimento da vacina em Harvard

A farmacêutica bioquímica, Laísa Bonafim Negri, (foto), está fazendo história ao participar de um seleto grupo de pesquisadores que trabalham no desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus (Covid-19), em Boston, nos Estados Unidos.

Nascida em Bauru, São Paulo, a pesquisadora brasileira teve a oportunidade de fazer doutorado na Escola de Medicina de Havard. Em 2019, ela defendeu sua tese e foi convidada a retornar para o território americano e fazer seu pós-doutorado. Naquele país, ela foi contratada para ser pesquisadora no Massachusetts General Hospital, unidade de saúde que está ligada à famosa e renomada Universidade de Havard.

Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente

Segundo Laísa, inicialmente, a ideia era desenvolver um projeto para doenças infecciosas, pois, até aquele momento, o mundo ainda não havia sido completamente abalado pela pandemia do novo coronavírus. No entanto, ao chegar em Boston, os primeiros casos da doença começaram a ganhar repercussão em território americano.

“Eu cheguei aos Estados Unidos em março de 2020, poucos dias antes do fechamento das fronteiras no país por causa da pandemia e o cenário começou a mudar, infelizmente para pior. Como eu já estava inserida no Centro de Vacina e Imunoterapia do hospital, passei a participar com esse grupo dos estudos por uma vacina de prevenção à Covid-19”, disse a cientista, em matéria publicada no portal G1.

Publicidade

O estudo

Laísa ainda conta como está o andamento do estudo para desenvolvimento do antígeno. Segundo ela, o grupo de cientistas, liderado pelo diretor do centro Dr. Mark Poznansky e pelo Dr.Jeffrey Gelfand, idealizador da vacina, é formado por 15 pessoas e os estudos estão na fase de testes em animais.

“Nesse momento estamos testando a vacina em um modelo animal. Os estudos preliminares se mostraram promissores e a ideia agora é repeti-los em um número maior de animais, se tudo der certo, os testes vão ser feitos em macacos e, após essa fase, se o FDA aprovar, terão início os testes clínicos em humanos”, revelou a pesquisadora.

Por fim, a cientista explica que ainda há muitas etapas para serem analisadas: “Para nós [pesquisadores] garantirmos a segurança da população e a eficácia de um medicamento ou vacina, a ciência é dividida em etapas e para o desenvolvimento total, do laboratório até a comercialização, normalmente, demora uns 10 anos, envolvendo tempo e dinheiro. No caso da Covid-19, os pesquisadores estão tentando transformar esses 10 anos em seis meses a um ano, realizando essas etapas em paralelo e buscando garantir essa mesma segurança”, encerra.

Participe também: Grupo de WhatsApp e telegram para receber notícias farmacêuticas diariamente

Obrigado por apoiar o jornalismo profissional

A missão da Agência de notícias do ICTQ é levar informação confiável e relevante para ajudar os leitores a compreender melhor o universo farmacêutico. O leitor tem acesso ilimitado às reportagens, artigos, fotos, vídeos e áudios publicados e produzidos, de forma independente, pela redação da Instituição. Sua reprodução é permitida, desde que citada a fonte. O ICTQ é o principal responsável pela especialização farmacêutica no Brasil. Muito obrigado por escolher a Instituição para se informar.

Ministério da Saúde recebe fabricantes de vacinas

Após a divulgação de resultados preliminares positivos sobre o desenvolvimento…

Quase 30% dos paulistanos têm hipertensão, expondo um alerta para riscos entre jovens e idosos

Quase 30% dos paulistanos têm hipertensão; atendimentos deram um salto neste ano

Pesquisa da UnB aponta molécula de veneno de marimbondo como aliada contra o Alzheimer

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio…

Anticorpos de cavalo são até 100 vezes mais potentes contra Covid-19

Pesquisadores brasileiros descobriram que soros produzidos por cavalos para o t…

Descarte irregular de canetas emagrecedoras cresce e ameaça garis em todo o Brasil

Com a popularização das canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, um prob…

Natanzinho diz usar Venvanse para suportar rotina de shows e reacende alerta sobre uso indiscriminado de estimulantes para produtividade

O uso de medicamentos estimulantes indicados para TDAH tem deixado de ser visto…

Denúncia contra a saúde pública médico vende receitas de medicamentos controlados por aplicativo

A equipe de reportagem do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o M…

Novos estudos associam Ozempic a danos no nervo óptico e risco de perda de visão

Pacientes com diabetes tipo 2, tratados com o medicamento Ozempic, têm um risco…

OMS inclui pela 1ª vez semaglutida na lista de medicamentos essenciais

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu pela primeira vez os medicamentos…

Cientistas israelenses afirmam ter descoberto medicamento que cura Covid-19 em 5 dias

Pesquisadores do Centro Médico Ichilov de Tel Aviv, em Israel, anunciaram na se…