Skip to main content

Pesquisa aponta que canetas emagrecedoras podem diminuir risco de câncer uterino

Metrópoles   19 Fevereiro 2026   225   Farmácia Clínica
Pesquisa aponta que canetas emagrecedoras podem diminuir risco de câncer uterino

Um tratamento combinado com canetas emagrecedoras — como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — e progestina mostrou redução significativa no risco de desenvolvimento de câncer de endométrio em mulheres de diferentes idades. A doença é o tipo mais comum de câncer de útero.

A descoberta foi feita em um estudo liderado por pesquisadores dos Estados Unidos e de Taiwan e constatou que as mulheres que utilizaram o tratamento combinado tiveram risco bem menor de desenvolver a doença em relação às que utilizaram apenas a progestina. Os resultados foram publicados na revista JAMA Network Open em 10 de fevereiro.

Publicidade

“A adição de um agonista do receptor de GLP-1 (GLP-1RA) à terapia com progestina foi associada a um menor risco de câncer endometrial. Mais estudos prospectivos e ensaios clínicos são necessários para validar esses achados”, afirmam os autores do estudo, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Centro de Ciências da Saúde da Universidade Texas Tech em El Paso.

O câncer de endométrio é um dos tumores ginecológicos mais comuns. O tratamento costuma ser feito com hormônios sintéticos que imitam as funções da progesterona, visando atuar contra o espessamento pré-canceroso do revestimento uterino ou sangramento intenso.

Apesar de ser o tratamento atual mais indicado e eficaz, ele não consegue prevenir problemas metabólicos que podem possivelmente se desenvolver em conjunto e impulsionar o câncer, como hiperglicemia e resistência à insulina — é nessa questão que as canetas emagrecedoras poderiam atuar como uma possível terapia.

Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente

Combinação entre canetas emagrecedoras e hormônios

Para analisar a relação entre canetas emagrecedoras e hormônios, foi realizado um estudo de coorte retrospectivo, em que os pesquisadores analisaram dados médicos já existentes das participantes, com o objetivo de entender como tratamentos distintos afetaram as pacientes ao longo do tempo. O banco de dados utilizado foi o TriNetX.

A participação no estudo foi restrita a 444.820 mulheres com 18 anos ou mais. Quando lhes foi prescrita a progestina, todas tinham espessamento do revestimento uterino ou outras condições uterinas não cancerosas.

Elas foram divididas em três grupos: as que usavam medicamentos GLP-1 e hormônios sintéticos; as que utilizavam concomitantemente os hormônios com o remédio para diabetes metformina; e as que usavam os três ao mesmo tempo. Um método estatístico ajudou a comparar mulheres com perfis de saúde parecidos.

Segundo os resultados, a combinação entre canetas emagrecedoras e hormônios diminuiu em 66% o risco de desenvolvimento de câncer de endométrio nas pacientes. O uso concomitante dos dois também foi mais eficaz do que a junção dos progestagênios com a metformina.

Já o tratamento com os três reduziu o risco de câncer em 63% em comparação com a terapia dupla com metformina mais progestágenos e 56% quando comparado com o uso somente dos hormônios sintéticos.

A combinação GLP-1RA/progestágenos também diminui o risco de necessidade de histerectomia, procedimento cirúrgico para remoção total ou parcial do útero a fim de evitar cânceres ginecológicos. Ele foi 53% menos após dois anos de tratamento e permaneceu 41% menor com cinco anos, em comparação a mulheres que utilizavam apenas hormônios.

Os autores do estudo acreditam que os achados podem abrir caminho para novas estratégias de tratamento para evitar a incidência de cânceres ginecológicos. Mas eles também destacam que os resultados ainda são preliminares e mais testes devem ser realizados para comprovar a eficácia da estratégia. O uso de canetas emagrecedoras só deve ser feito com indicação médica.

Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

Novo estudo mostra que lágrimas também podem propagar coronavírus

Pesquisadores do Instituto Lazzaro Spallanzani, principal centro de estudo de d…

Medicamento que modifica DNA paralisa progressão de tumores

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas do Instituto do Câncer Infantil (ICI)…

EMS recebe aprovação para vender primeira caneta de semaglutida nacional

A demanda por medicamentos análogos de GLP-1 cresceu rapidamente no Brasil, imp…

Modelo sul-coreano da Olive Young inspira redes brasileiras e promete transformar a experiência nas farmácias

Em expedição recente para a Coreia do Sul organizada pela Abrafarma (Associação…

Alerta: Butantan confirma nova variante do coronavírus no Brasil

O Instituto Butantan divulgou na segunda-feira (26/04), que foram identificadas…

Teste de Covid-19 causa vazamento de fluido do cérebro em paciente

Uma paciente norte-americana de 40 anos teve o líquido cefalorraquidiano vazado…

Anvisa contabiliza 65 m0rtes suspeitas relacionadas a canetas emagrecedoras

O crescimento do uso de medicamentos à base de análogos de GLP-1 no Brasil tamb…

Farmacêutico envia áudio à família antes de ser intubado e falecer de Covid-19

O farmacêutico Raimundo Nonato Martins, 56 anos, enviou uma mensagem em áudio à…

Universidade descobre medicamento que neutraliza coronavírus por completo

Cientistas da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, descobriram um min…

Coronavac produz anticorpos contra a Covid em 97% dos participantes

Artigo revisado por pares e publicado ontem (17/11) na revista científica Lance…