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Farmácias são mais assaltadas que bares e padarias em Minas, aponta levantamento

Itatiaia   30 Abril 2025   712   Varejo Farmacêutico
Farmácias são mais assaltadas que bares e padarias em Minas, aponta levantamento

Dados recentes revelam que as farmácias estão sendo mais visadas por criminosos do que bares, restaurantes e padarias

Os estabelecimentos farmacêuticos em Minas Gerais têm enfrentado uma crescente onda de criminalidade, tornando-se alvos frequentes de roubos e furtos. Dados recentes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejuspe) revelam que as farmácias estão sendo mais visadas por criminosos do que bares, restaurantes e padarias.

Em 2024, foram registrados mais de 7 mil crimes contra farmácias no estado, com mais de 5 mil ocorrências concentradas na região metropolitana de Belo Horizonte. Um incidente ocorreu no bairro Luxemburgo, na região Centro-Sul da capital, onde sete suspeitos assaltaram uma farmácia, levando produtos como fraldas e shampoos, além de agredir um funcionário que tentou reagir.

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Medicamentos caros no foco dos criminosos

Rony Anderson de Andrade Resende, vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sincofarma-MG), destaca uma tendência preocupante: ''Infelizmente, o assalto e roubo a farmácias e drogarias têm aumentado muito. Os bandidos estão atrás de remédios específicos que são mais caros’’.

Resende explica que essa nova modalidade de crime visa produtos de alto valor agregado, como o medicamento Ozempic, sugerindo a existência de um mercado de receptação para esses itens. Além disso, os furtos de produtos menores continuam sendo um problema constante para todas as farmácias.

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Os crimes têm um impacto significativo no dia a dia das lojas. ‘O funcionário fica muito preocupado e estressado com esses assaltos’, afirma Resende. Ele também menciona que os criminosos não têm horário específico para agir, aproveitando momentos de menor vigilância.

Para combater essa situação, as farmácias têm investido pesadamente em sistemas de segurança eletrônica, incluindo câmeras de vigilância. No entanto, Resende admite que essas medidas não têm sido suficientes para inibir completamente as ações criminosas.

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