Skip to main content

Farmacêutico é preso por vender falso medicamento contra o câncer

Wandy Ribeiro   18 Março 2020   6754   Varejo Farmacêutico
Farmacêutico é preso por vender falso medicamento contra o câncer

Nesta terça-feira (17/03), em São Paulo (SP), a Polícia Civil prendeu duas mulheres e três homens acusados de comercializar medicamentos falsos para o tratamento do câncer de intestino e estômago. Entre os suspeitos, estão um farmacêutico e quatro empresários. A quadrilha vendia os produtos com notas fiscais falsificadas para hospitais de todo o território nacional, conforme informação divulgada pelo G1.

A investigação começou no Piauí, logo após um paciente reclamar que não sentia os efeitos colaterais típicos ao fazer uso de um medicamento. Com suspeitas, o hospital cancelou a terapia e buscou informações com o laboratório responsável pelo fármaco. A empresa farmacêutica esclareceu que aquele lote não fazia parte da linha de produção original e informou que nunca tinha vendido aquele produto para os revendedores.

"Foi pouco mais de um ano e meio de investigação, a gente aprofundou o trabalho com algumas diligências de campo aqui em São Paulo e ficamos sabendo que eles estavam trabalhando com outras empresas. A inicial já estava fechada, já tinham aberto novas e conseguimos identificar os colaboradores e os empresários", disse o delegado da Polícia Civil do Piauí, Erdinando Martins Araújo, ao G1.

Leia também: Falso farmacêutico do exército é preso por exercício ilegal

O secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu (foto), também deu mais detalhes sobre a ação: "Iniciou no Piauí com essa venda de medicamentos falsificados e se expandiu para outros Estados [do Brasil], inclusive, para Goiás, que já tem até homicídio [morte] confirmado em função dessa medicação. Agora com essas prisões e apreensão do material, nós vamos ter uma noção mais ampla de quais eram os locais, hospitais e cidades que essa quadrilha estava agindo. A quadrilha tinha pretensão de exportar esses medicamentos para fora do País”, declarou em matéria publicada no site Piauí Hoje.

Ao todo, participaram da operação 11 policiais civis do Piauí, 25 policiais de Goiás e 40 policiais de São Paulo. O próximo passo das autoridades é descobrir a origem de produção dos medicamentos falsificados: "Não  conseguimos identificar isso ainda. A gente identificou que existiam notas fiscais aparentemente falsas, que foram recolhidas, apreendidas e vamos analisar por que a medicação era vendida com lotes que não existiam. Segundo o fabricante original da droga, ele nunca tinha produzido esse lote nem vendido para essa empresa aqui de São Paulo, que estava vendendo para o Brasil. Era medicação falsa. Inclusive, tem uma investigação em Goiás sobre mortes e o uso dessa medicação", complementou o delegado.

A polícia também realizou mandados de busca e apreensão e encontrou anotações e notas fiscais que serão analisadas. Os cinco suspeitos prestaram depoimento nesta terça-feira (17/03) no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Eles deverão responder por responder por comercialização de medicamento falsificado, crime considerado hediondo. Além disso, poderão ser indiciados por associação criminosa. Por enquanto, a prisão dos acusados ainda é temporária.

Por hora, a identidade dos investigados e os nomes dos possíveis medicamentos falsos não foram revelados.

Participe também: Grupo de WhatsApp para receber notícias farmacêuticas diariamente

Obrigado por apoiar o jornalismo profissional

A missão da Agência de notícias do ICTQ é levar informação confiável e relevante para ajudar os leitores a compreender melhor o universo farmacêutico. O leitor tem acesso ilimitado às reportagens, artigos, fotos, vídeos e áudios publicados e produzidos, de forma independente, pela redação da Instituição. Sua reprodução é permitida, desde que citada a fonte. O ICTQ é o principal responsável pela especialização farmacêutica no Brasil. Muito obrigado por escolher a Instituição para se informar.

População de Belém consome remédio controlado sem receita

Cerca de um em cada quatro moradores de Belém consome medicamento controlado, t…

Semiologia - estudo dos sinais e sintomas

A semiologia, ou propedêutica, é a parte da farmácia, biomedicina, medicina, fi…

Medicamentos contra hipertensão e hipertireoidismo começam a faltar em farmácias de Salvador

Alguns medicamentos, em especial para controle da pressão alta e do hipertireoi…

XP Investimentos debate a transformação do varejo farmacêutico

De acordo com os dirigentes de três redes de farmácia que participaram de uma l…

Farmacêuticos são indispensáveis para 66% da população

Das 693 farmácias existentes em Fortaleza, 669 (94%) funcionam com a presença d…

As Farmácias Pague Menos promete ser ainda maior em 2023

Pós a aquisição da Extrafarma, em agosto, a rede de farmácias Pague Menos prevê…

Delivery de medicamentos por receita digital controlada é novo negócio do Rappi

Com o objetivo de levar mais comodidade aos seus clientes, evitando que eles pr…

Telefarmácia e telemedicina substituirão o Dr. Google?

Muito barulho por pouco! O Conselho Federal de Medicina (CFM) acaba de publicar…

Procon flagra venda de medicamentos com até 600% de diferença no preço

Uma recente pesquisa realizada pelo Procon de Natal (RN) apontou a disparidade…

Farmácias não podem escalar mulheres dois domingos seguidos

As farmácias e drogarias que funcionam em regime de escala aos domingos devem r…