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Novo Nordisk vê ações caírem após projeção de queda nas vendas

Metrópoles   06 Fevereiro 2026   437   Indústria Farmacêutica
Novo Nordisk vê ações caírem após projeção de queda nas vendas

As ações da Novo Nordisk, gigante dinamarquesa que produz as “canetas emagrecedoras” Ozempic e Wegovy, desabaram, nesta quarta-feira (4/2), após a companhia estimar uma queda expressiva nas vendas em 2026.

Na terça-feira (3/2), a Novo Nordisk informou que os lucros e as vendas da empresa podem recuar até 13% neste ano. Caso essa estimativa se confirme, será a primeira queda registrada pela fabricante do Ozempic em muitos anos.

“Nossa previsão para 2026 reflete um ano de pressão de preços sem precedentes”, reconheceu o presidente-executivo da Novo Nordisk, Mike Doustdar, durante uma teleconferência com jornalistas.

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Ações despencam

Os papéis da Novo Nordisk negociados na Bolsa de Valores de Copenhagen (Dinamarca) chegaram a tombar cerca de 20% no pregão desta quarta-feira.

Por volta das 9h45 (pelo horário de Brasília), as ações da companhia recuavam 17,05%, cotadas a 305,1 coroas dinamarquesas.

Também negociada na Bolsa de Nova York (EUA), a ação da Novo Nordisk fechou o pregão de terça-feira em queda de 14,64%, a US$ 50,30.

Na pré-abertura do mercado norte-americano, nesta quarta, os papéis tinham desvalorização de 3,9%, a US$ 48,34.

Nível mais baixo desde dezembro

O tombo das ações da Novo Nordisk, que acabou contaminando outras fabricantes de medicamentos contra a obesidade, levou os papéis da empresa ao menor patamar desde o início de dezembro de 2025.

De acordo com as projeções da dona do Ozempic, o lucro operacional ajustado e as vendas devem recuar entre 5% e 13% neste ano. Em 2025, as vendas da Novo Nordisk fecharam em alta de 10%.

Segundo a Novo Nordisk, as perspectivas para a empresa dinamarquesa devem ser afetadas por preços mais baixos, principalmente nos EUA, além da concorrência mais acirrada e do vencimento das patentes da semaglutida – ingrediente ativo de medicamentos como Wegovy e Ozempic – em alguns mercados, como o Brasil.

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