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Fábrica da Bayer é vendida para União Química

Marcelo de Valécio   24 Março 2021   11046   Indústria Farmacêutica
Fábrica da Bayer é vendida para União Química

A companhia alemã Bayer repassou sua unidade paulistana que produz anticoncepcionais para o laboratório brasileiro União Química. Negócio envolveu também nove hormônios femininos e ficou entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões, segundo apurou o Valor.

De acordo com o presidente da União Química, Fernando de Castro Marques, pelo acordo a indústria brasileira irá produzir, por mais seis anos, oito produtos para a Bayer. “Somente no primeiro ano de operação, devemos obter um faturamento de R$ 300 milhões. Isso porque são medicamentos maduros. Vamos intensificar as ações de marketing dos produtos”, afirmou o executivo ao jornal.

A fábrica, que ocupa área de 15 mil metros quadrados, produz hormônios femininos, como contraceptivos e pílulas de reposição hormonal, e tem capacidade de produção de aproximadamente 70 milhões de blisters por ano. Atualmente, ocupa 59% da capacidade instalada. O plano da União Química é aumentar essa parcela de utilização gradualmente e, em 2022, quando estiver já operando sob o comando da brasileira, chegar a 73% da capacidade.

Segundo Marques, o plano da União Química é, além dos medicamentos Bayer produzidos em São Paulo, fabricar hormônios que constam do portfólio da companhia e produtos de terceiros. “Teremos capacidade instalada para isso”.

“A negociação contempla também o repasse de algumas marcas estabelecidas de contraceptivos femininos para a União Química, vendidas tanto no Brasil como em países da América Latina, o que deverá acontecer apenas após aprovação dos órgãos reguladores”, acrescentou a Bayer em comunicado.

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Os produtos agora adquiridos pela União Química são exportados para 27 países, sendo que Brasil, México e Argentina respondem por cerca de 80% das vendas. O mais vendido é o Microvilar, que detém 47,2% de participação no faturamento da unidade.

Conforme Marques, o portfólio de saúde feminina representa atualmente 7% do faturamento da União Química. Com a compra de parte do portfólio da Bayer, essa área poderá ser responsável por 14% da receita. No ano passado, o faturamento bruto da empresa foi de R$ 2,8 bilhões, alta de 28% no comparativo com 2019.

“A nossa meta é crescer mais de 20% em 2021, isso sem contar o portfólio recém-adquirido da Bayer e os possíveis contratos de venda da (vacina) Sputnik V”, afirmou o executivo.

Segundo a Bayer, a transação – realizada pela matriz – vai garantir a continuidade do funcionamento da fábrica e a manutenção dos 190 empregos da unidade. Ela faz parte da estratégia global da divisão farmacêutica de focar o seu negócio no desenvolvimento de soluções e produtos inovadores.

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