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BioNtech afirma que vacina da Pfizer não precisa ser mudada para combater variantes

Van Martins   11 Mai 2021   3400   Indústria Farmacêutica
BioNtech afirma que vacina da Pfizer não precisa ser mudada para combater variantes

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (10/05), a farmacêutica alemã BioNTech anunciou que não há evidência de que sua vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a Pfizer, precise de modificações para ser eficaz contra as novas variantes do novo coronavírus.

Conforme publicado pelo G1, o diretor da BioNTech, Ugur Sahin, já havia declarado que o imunizante foi testado em 30 cepas diferentes e obteve uma resposta imunitária satisfatória contra todas. Por isso, "até o momento, não há evidência de que seja necessária uma adaptação da atual vacina” contra as novas variantes.

Em março passado, a companhia afirmou que iniciaria os testes para uma "versão modificada”, específica para as variantes. Esta seria uma maneira de antecipar a necessidade de, em algum momento, fazer ajustes na sua vacina atual.

"Este estudo pretende explorar o caminho regulatório que a BioNTech e Pfizer deverão seguir se o vírus SARS-CoV-2 mudar de maneira suficiente para exigir uma vacina atualizada", informou a empresa.

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No entanto, a comunidade científica não esconde sua preocupação em relação à mutação L452R, que foi detectada na cepa indiana. Essa mutação reduz a ação dos anticorpos neutralizantes. Porém,  em coletiva em 28 de abril, Sahin garantiu que a vacina da Pfizer age, também, contra a mutação indiana.

Quanto às demais variantes, em 5 de maio passado, um estudo realizado no Catar e publicado no The New England Journal of Medicine, apontou que as pessoas vacinadas com as duas doses da Pfizer têm 75% menos chances de contrair a variante sul-africana do que aquelas que não foram imunizadas.

Além disso, a pesquisa indicou que a eficácia contra a cepa britânica é de 89,5%. E mais, que o imunizante elimina praticamente em 100% o risco de contrair uma forma grave da Covid-19.

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Terceira dose em análise

Ainda está em análise o impacto de uma possível terceira dose da vacina. O intuito disso é prorrogar a imunidade e aumentar a proteção contra as variantes do novo coronavírus.

Cabe lembrar que a vacina BioNTech/Pfizer foi a primeira a receber autorização nos países ocidentais. Atualmente é aplicada em mais de 90 países, entre ele, o Brasil, e sua produção deve alcançar três bilhões de doses até o fim deste ano.

Proteção contra variantes

Enquanto se discute sobre a eficácia dos imunizantes contra as novas variantes, especialistas defendem que a melhor alternativa para evitar que elas se propaguem é dar continuidade ao isolamento social, assim como todos os cuidados preventivos contra a Covid-19.

O farmacêutico e professor da pós de Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica do ICTQ - Instituo de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Thiago de Melo, explica que essas ações são fundamentais para combater as novas variantes da doença.

Segundo ele, pensando de forma coletiva, com essas iniciativas é possível desafogar os sistemas de saúde, que ainda se encontram colapsados em muitas regiões do País.

“Com menos Sars-CoV-2 circulantes, o impacto sobre as novas variantes mutantes também pode ser suavizado, afinal, com menos ‘casas’ para o vírus morar, menos chance de ele trocar seus códigos", disse ele, em recente entrevista à equipe de jornalismo do ICTQ.

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