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SUS incorpora membrana amniótica e amplia tratamento de feridas e doenças oculares

Ricardo Valença   20 Abril 2026   721   Farmácia Hospitalar
SUS incorpora membrana amniótica e amplia tratamento de feridas e doenças oculares

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com uma nova tecnologia no tratamento de pacientes com diabetes e alterações oculares: o transplante de membrana amniótica. A incorporação foi aprovada após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e deve beneficiar mais de 860 mil pessoas anualmente.

A membrana amniótica, coletada durante o parto, é utilizada na medicina regenerativa por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes. Com isso, passa a ser indicada para casos de feridas crônicas, pé diabético e diversas alterações oculares, ampliando as opções terapêuticas disponíveis na rede pública.

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Avanço clínico com impacto direto na recuperação dos pacientes

Na prática clínica, os benefícios são significativos. Em pacientes com pé diabético, por exemplo, a tecnologia pode dobrar a velocidade de cicatrização quando comparada aos curativos tradicionais, reduzindo complicações e o risco de internações prolongadas.

Já nas aplicações oftalmológicas, o uso da membrana atua como um curativo biológico que favorece a regeneração da superfície ocular, reduz a dor e melhora a qualidade da visão. A indicação inclui casos complexos, como úlceras de córnea, queimaduras e inflamações, especialmente quando há falha em terapias convencionais.

Além do ganho clínico, a incorporação da tecnologia também tem impacto direto na gestão hospitalar, com potencial de reduzir custos, tempo de internação e complicações associadas ao tratamento.

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O papel do farmacêutico hospitalar nesse cenário

A introdução de novas tecnologias terapêuticas no ambiente hospitalar exige uma atuação cada vez mais estratégica do farmacêutico.

Nesse contexto, o farmacêutico hospitalar é essencial para garantir a segurança, a rastreabilidade e o uso adequado dessas terapias. Ele atua na avaliação da incorporação tecnológica, no controle de qualidade dos insumos utilizados, no acompanhamento da farmacoterapia e na integração com a equipe multiprofissional.

Além disso, sua atuação é decisiva na padronização de protocolos, na análise de custo-efetividade e na vigilância de possíveis eventos adversos, contribuindo diretamente para melhores desfechos clínicos.

Com terapias cada vez mais complexas e baseadas em medicina regenerativa, o farmacêutico deixa de ser apenas um gestor de medicamentos e passa a ser um agente ativo na tomada de decisão clínica dentro do hospital.

Qualificação define a qualidade da atuação

Esse novo cenário exige preparo técnico avançado. Não basta conhecer o medicamento ou a tecnologia, é preciso compreender o contexto clínico, os protocolos assistenciais e os impactos da terapia no paciente e na instituição.

A atuação hospitalar moderna demanda domínio em farmacoterapia, segurança do paciente, gestão de tecnologias em saúde e trabalho integrado com equipes multidisciplinares.

A Pós-Graduação em Farmácia Hospitalar e Clínica do ICTQ prepara o farmacêutico para esse nível de atuação. O curso desenvolve competências voltadas ao acompanhamento clínico, análise de terapias complexas e tomada de decisão baseada em evidências.

Em um ambiente onde a inovação chega cada vez mais rápido, estar qualificado não é apenas um diferencial. É o que garante que o farmacêutico esteja preparado para transformar tecnologia em resultado clínico real para o paciente.

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