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Governo Trump revisa diretrizes e corta vacinas recomendadas para crianças

InfoMoney   07 Janeiro 2026   614   Farmácia Hospitalar
Governo Trump revisa diretrizes e corta vacinas recomendadas para crianças

O governo Trump reformulou nesta segunda-feira o calendário federal de vacinação pediátrica dos Estados Unidos, revertendo anos de recomendações científicas que reduziram doenças por meio da aplicação rotineira de vacinas.

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A mudança drástica — anunciada pelo Departamento de Saúde dos EUA, comandado pelo cético em relação às vacinas Robert F. Kennedy Jr. — significa que o país deixará de recomendar que todas as crianças recebam imunizações contra seis doenças, entre elas rotavírus, influenza (gripe), meningite meningocócica e hepatite A.

A cobertura para 11 doenças consideradas mais graves, como sarampo, poliomielite e catapora, permanece na lista principal de imunizações recomendadas para todas as crianças. A revisão inclui ainda a recomendação de uma dose única da vacina contra HPV, em vez das duas anteriores.

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A medida gerou forte debate entre profissionais de saúde, que alertam sobre potenciais impactos negativos caso a adesão à vacinação diminua. Críticos afirmam que a redução nas recomendações pode minar a confiança em vacinas essenciais e contribuir para o retorno de doenças preveníveis, especialmente em um momento em que o país enfrenta surtos de sarampo e outros agravos.

“Vacinas salvam vidas, permitindo que indivíduos, famílias, comunidades, economias e nações prosperem”, disse o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ao divulgar dados que apontavam um progresso contínuo dos países em proteger as crianças, mesmo diante de desafios crescentes.

O relatório apontou, em julho do ano passado, que apesar da ampliação de cobertura vacinal, quase 20 milhões de crianças não tomaram alguma das doses necessárias da vacina DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) em 2023. Isso inclui 14,3 milhões de crianças “zero-dose”, que nunca receberam nenhuma dose de qualquer vacina – 4 milhões a mais do que a meta de 2024 necessária para manter o ritmo com os objetivos da Agenda de Imunização 2030, e 1,4 milhão a mais do que em 2019, o ano base para medir o progresso.

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