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Vacina russa será submetida à Anvisa em setembro deste ano

Wandy Ribeiro   04 Setembro 2020   3493   Farmácia Clínica
Vacina russa será submetida à Anvisa em setembro deste ano

A primeira vacina do mundo para imunização do novo coronavírus (Covid-19), a Sputnik V, que foi desenvolvida na Rússia, será submetida à possível aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A iniciativa acontecerá por meio do Governo do Estado do Paraná, que passará o protocolo de validação da fase 3 de estudos clínicos para que seja avaliado pelo órgão sanitário em território nacional.

Segundo informação divulgada por meio do portal do Governo, depois de possíveis aprovações regulatórias, a previsão é de que os testes com o antígeno aconteçam até o final de outubro de 2020.

A confirmação dessas etapas foram divulgadas, nesta sexta-feira (04/09), pelo diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, que falou sobre o assunto após um estudo com resultados preliminares, publicado na revista científica The Lancet, apontar uma boa resposta imune com 76 participantes das fases 1 e 2 de análises clínicas com o antígeno. O diagnóstico sugere que a vacina produz uma resposta das células T (de defesa) dentro de 28 dias.

“O material prévio encaminhado pelos russos ao Tecpar já demonstrava resultados promissores. Mas não havíamos anunciado, formalmente, pelo termo de confidencialidade que temos com a Rússia. Hoje, está bem evidenciado, pois, é um dia importante para a continuidade dos trabalhos. Em ciência buscamos evidências. Estamos em busca delas desde que o Governo do Paraná e o Tecpar entraram nesse processo”, disse Callado, sobre a parceria, em matéria publicada no portal do Governo.

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De acordo com ele, o projeto é importante para o País porque o Paraná será a porta de entrada do eventual imunizante em território nacional. Contudo, o Ministério da Saúde (MS) tem acompanhado a evolução das tratativas entre o Instituto Gamaleya e o Tecpar.

“Recebemos há 18 dias os resultados das fases 1 e 2. Eles foram traduzidos e começaram a ser interpretados pelas nossas equipes técnicas. Nós pautamos pelo termo de confidencialidade para não fazer a divulgação, era importante que ela fosse feita pelos detentores da tecnologia”, destacou. “Existe uma boa taxa de confiabilidade nessa vacina. Essa publicação ainda passará pelas avaliações dos pares, dos cientistas, da comunidade internacional. Mas a confiabilidade é bastante ampla”, completou Callado.

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Próximas etapas

Segundo informação divulgada pelo portal do Governo paranaense, após o envio do protocolo de ensaio clínico e da aprovação da Anvisa e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), os testes no Paraná devem envolver cerca de dez mil pacientes.

Ao todo, os voluntários receberão duas doses, com um intervalo de 21 dias entre uma aplicação e outra. Prioritariamente, as primeiras vacinas serão para profissionais de saúde que atuam em hospitais universitários e, eventualmente, para grupos de risco (diabéticos, hipertensos e outros). A faixa etária ainda não foi definida.

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