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Microbiota intestinal pode influenciar o risco de Alzheimer

Metrópoles   26 Janeiro 2026   340   Farmácia Clínica
Microbiota intestinal pode influenciar o risco de Alzheimer

As bactérias que vivem no intestino humano podem ter um papel importante na saúde do cérebro e na memória. Um estudo publicado nessa quinta-feira (22/01), na revista científica Alzheimer’s & Dementia, sugere que alterações na microbiota intestinal estão associadas ao declínio cognitivo e ao Alzheimer, a forma mais comum de demência.

As bactérias que vivem no intestino humano podem ter um papel importante na saúde do cérebro e na memória. Um estudo publicado nessa quinta-feira (22/01), na revista científica Alzheimer’s & Dementia, sugere que alterações na microbiota intestinal estão associadas ao declínio cognitivo e ao Alzheimer, a forma mais comum de demência.

Os pesquisadores analisaram dados de 58 estudos realizados apenas com humanos. O objetivo foi comparar o perfil das bactérias intestinais de três grupos: pessoas saudáveis, indivíduos com comprometimento cognitivo leve e pacientes diagnosticados com Alzheimer.

Eles observaram que os grupos com declínio cognitivo apresentavam padrões diferentes de bactérias no intestino quando comparados aos idosos sem problemas de memória.

Diferenças encontradas no intestino

Segundo a revisão, pessoas com Alzheimer tendem a ter maior quantidade de determinados tipos de bactérias e, em alguns casos, menor diversidade microbiana, o que significa menos variedade de microrganismos no intestino. Esse desequilíbrio pode afetar funções importantes do organismo.

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Além disso, os cientistas identificaram mudanças em atividades metabólicas e imunológicas das bactérias intestinais, o que pode influenciar processos inflamatórios no corpo — um fator já associado à progressão do Alzheimer.

O que é o Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença que afeta o funcionamento do cérebro de forma progressiva, prejudicando a memória e outras funções cognitivas.

É o tipo mais comum de demência em pessoas idosas e, segundo o Ministério da Saúde, responde por mais da metade dos casos registrados no Brasil.

O sinal mais comum no início é a perda de memória recente. Com o avanço da doença, surgem outros sintomas mais intensos, como dificuldade para lembrar de fatos antigos, confusão com horários e lugares, irritabilidade, mudanças na fala e na forma de se comunicar.

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Os autores deixam claro que o estudo não prova que as bactérias intestinais causam o declínio da memória. A pesquisa mostra apenas uma associação entre alterações no microbioma e problemas cognitivos.

Mesmo assim, os resultados são considerados importantes porque indicam que o intestino pode ajudar a identificar precocemente alterações ligadas ao Alzheimer e abrir caminho para novas estratégias de prevenção e diagnóstico no futuro.

Os pesquisadores destacam que ainda são necessários ensaios clínicos para entender se mudanças na alimentação, no estilo de vida ou no microbioma podem influenciar a evolução da doença.

Por enquanto, o estudo reforça a importância de olhar para a saúde intestinal como parte do cuidado com o cérebro, especialmente durante o envelhecimento.

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