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Seis tratamentos mais promissores para a Covid-19

Marcelo de Valécio   27 Agosto 2020   7543   Farmácia Clínica
Seis tratamentos mais promissores para a Covid-19

Em que pese a cura da Covid-19 ainda estar distante, existem vários tratamentos bastante promissores sendo desenvolvidos em todo o mundo, que passam longe das proclamadas e até agora inúteis cloroquina e hidroxicloroquina, estimuladas por alguns governantes negacionistas e desinformados.

A revista portuguesa Visão Saúde fez um levantamento dos seis tratamentos em estudos que, por enquanto, apresentam os resultados mais eficazes e notórios nos pacientes infetados com condições mais graves da doença causada pelo novo coronavírus. Veja a seguir quais são.

1 – Dexametasona

Utilizada no tratamento de várias doenças, a dexametasona foi desenvolvida há 60 anos e, como não é patenteada, tem custo baixo. Ela foi responsável pelo tratamento de um em cada oito pacientes que necessitavam de ventiladores, segundo estudo da Recovery fundamentado pela Universidade de Oxford. Os resultados foram anunciados em meados de junho e o medicamento é o tratamento padrão para os pacientes mais graves da Covid-19. Dados desse tratamento são confiáveis ​​porque têm como base o maior ensaio clínico de Covid-19 já feito no mundo, envolvendo quase todos os hospitais do Reino Unido.

2 – Plasma convalescente

Esse tratamento passa pela administração de plasma sanguíneo obtido do sangue de pessoas que já se recuperaram da Covid-19 em pacientes que ainda estejam lutando contra a infecção. O objetivo é que os doentes consigam usar os anticorpos desenvolvidos pelos pacientes já recuperados. Embora o plasma convalescente tenha sido usado com sucesso para tratar outras doenças, a maioria dos especialistas ainda afirma que não há evidências suficientes nos testes sobre como funciona e em quais pacientes.

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3 – Remdesivir

O Remdesivir é um dos tratamentos mais conhecidos desde que a Covid-19 se tornou global. É um medicamento fabricado pela empresa norte-americana Gilead Sciences, originalmente criado para tratar a hepatite C, contra a qual se revelou ineficaz, passando, então, a ser reaproveitado para o Ébola, também sem eficácia. Na Covid-19, contudo, parece encurtar o tempo médio de internamento hospitalar de 15 para 11 dias, mas não está claro se tem um efeito dramático na redução de mortes.

4 – Tocilizumab

Quando o sistema imunológico responde ao coronavírus pode causar inflamação. O Tocilizumab, normalmente utilizado para tratar a artrite reumatoide, é administrado por via intravenosa para bloquear a proteína inflamatória IL-6. Os pacientes que receberam o tratamento durante o surto de Covid-19 na Itália, em março, tinham menos probabilidade de necessitar de ventilação ou até de morrer. Mas os números dessa análise são relativamente pequenos e o estudo era observacional.

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5 – Medicamento para a pressão arterial

Os cientistas acreditam que as pessoas que tomam medicamentos para controlar a pressão arterial deveriam mantê-los depois de estarem infetados pelo novo coronavírus. Um artigo da University of East Anglia descobriu que o risco de infecção ou morte por Covid-19 para pessoas com pressão alta era significativamente menor se continuassem a tomar tais medicamentos. Isso não significa que eles sejam úteis para qualquer pessoa com infecção por coronavírus que não sofra de hipertensão.

6 – Interferon beta inalado

Um pequeno estudo de cientistas da Universidade de Southampton sugere que um inalador contendo Interferon beta, usado para tratar a esclerose múltipla, pode ser eficaz contra a Covid-19. Os pesquisadores que formaram uma empresa para o produto em 2004, desenvolveram um teste em apenas 101 pacientes de nove hospitais. Aqueles que foram medicados deixaram o hospital mais cedo e tinham maior probabilidade de se recuperar, mas os dados não foram publicados na íntegra. São necessários ensaios maiores.

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