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Pesquisadores desenvolvem tecido que mata coronavírus para o uso de farmacêuticos

Wandy Ribeiro   10 Agosto 2020   4909   Farmácia Clínica
Pesquisadores desenvolvem tecido que mata coronavírus para o uso de farmacêuticos

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pretendem apresentar dentro de dois meses um tecido antiviral com propriedades capazes de eliminar o novo coronavírus (Covid-19). A ideia é que o produto seja aplicado em máscaras utilizadas por profissionais de saúde, como farmacêuticos, por exemplo, que estão mais expostos aos riscos de contaminação pelo vírus.

"O que a gente está fazendo não é desenvolver o tecido e, sim, estamos modificando o tecido para garantir que ele tenha propriedades aprimoradas pelas modificações que fazemos nele. A gente inclui também partículas que são antivirais, que vão matar o vírus", explicou a professora URFJ, Renata Simão, que está envolvida na iniciativa, em entrevista à Agência Brasil.

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Segundo ela, os cientistas envolvidos na pesquisa estão fabricando produtos que vão ser colocados em um tecido normal de algodão, para fazer com que essa peça comum tenha propriedades aprimoradas e atinja até o nível de uma máscara semelhante à N95.

O tecido

A peça que está sendo confeccionada é chamada de tecido hidrofóbico (impermeável). Normalmente, o vírus, é transmitido por meio de gotículas, como da saliva, por exemplo, que o indivíduo contaminado pode expelir ao espirrar ou tossir. Contudo, ao entrar em contato com esse produto que está em análise e desenvolvimento pelos pesquisadores, essas gotas pequenas não conseguem penetrar e vão escorrer pela máscara. "E se, por acaso, penetrarem, tem uma camada interna que vai conter, com nanopartículas que vão matar o vírus", explica Renata.

De início, a ideia dos cientistas é desenvolver uma máscara com três camadas, sendo a primeira para proporcionar conforto, perto do rosto; a segundo no meio, incluindo nanopartículas; e a terceira, externa, com um recobrimento hidrofóbico: "Que também é biocompatível e biodegradável", complementa a professora, que ainda reforça que algumas camadas podem ser feitas também com papel modificado: "A gente pensa na externa e na do meio com papel”, pontua.

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Testes

A iniciativa ainda conta com colaboradores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio).

Por hora, o produto ainda está em fase de testes. As nanopartículas estão sendo analisadas no Laboratório de Microscopia Eletrônica do Inmetro: "Caso seja comprovada a eficácia (do tecido), o País poderá ter acesso a uma tecnologia que proporcionará mais segurança e risco reduzido da contaminação, inclusive, em ambiente hospitalar, onde é mais frequente. E o melhor: a um custo-benefício acessível à sociedade", explicou o especialista em Metrologia de Materiais do Inmetro e coordenador do projeto denominado Tecidos Hidrofóbicos e Ativos para Substituição do TNT Hospitalar, Carlos Anchete, em matéria publicada no UOL.

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