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Farmacêutica tem até 2030 para comprovar eficácia de novo medicamento contra Alzheimer

Van Martins   02 Julho 2021   2242   Farmácia Clínica
Farmacêutica tem até 2030 para comprovar eficácia de novo medicamento contra Alzheimer

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, concedeu, à Biogen, o prazo até 2030 para que a farmacêutica comprove que o Aduhelm, seu novo medicamento contra o Alzheimer, tem realmente potencial de frear a doença que destrói as células do cérebro.

Conforme publicado pelo Olhar Digital, o período concedido pela agência gerou insatisfação da comunidade científica.

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“Achamos que nove anos é inaceitável e nossa expectativa é que isso aconteça em um período de tempo muito mais curto”, disse Maria Carrillo, da Alzheimer’s Association, um grupo de defesa que pressionou pela aprovação, mas agora quer que a FDA estabeleça um prazo mais rápido.

A FDA, contudo, não detalhou os motivos para conceder um prazo tão distante para a conclusão de um medicamento que é tão importante e aguardado.

Cabe destacar que ainda há os custos dos estudos do Aduhelm, que são estimados em cerca de US$ 56 mil (quase R$ 282 mil) ao ano.

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Polêmicas do Aduhelm

Além dessa atual divergência, ainda permeiam as polêmicas quanto à eficácia do medicamento. Em junho passado, quando deu a aprovação do uso do Aduhelm, a FDA afirmou que o medicamento tem capacidade para reduzir a amiloide de pacientes com Alzheimer.

Porém, alguns pesquisadores questionam esse potencial, afirmando que é preciso analisar melhor o papel do amiloide. Na época, o diretor do escritório de novos medicamentos da FDA, Peter Stein, afirmou que os pacientes querem usar o fármaco mesmo diante dessas incertezas.

“Ouvimos muito claramente dos pacientes que eles estão dispostos a aceitar algumas incertezas para ter acesso a um medicamento que pode fornecer um benefício significativo na prevenção da progressão desta doença”, afirmou Stein.

Outras iniciativas contra o Alzheimer

O Brasil desenvolveu um exame revolucionário que detecta o Alzheimer precocemente com até 30 anos antes da doença surgir. O teste foi criado por cientistas brasileiros e já está com estudos clínicos em fase inicial. Este novo exame foi desenvolvido pelo farmacêutico e professor do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Gustavo Alves.

Alves, que conduz os cursos de Pós-graduação em Farmácia Clínica e Farmácia Hospitalar no ICTQ, explicou o exame e como ele pode contribuir no combate à doença.

“Nós conseguimos comprovar a viabilidade do teste de saliva como preditivo para pessoas com Alzheimer. A partir do momento em que o paciente sabe que tem propensão a desenvolver a doença - ou que está nos estágios iniciais ou antes - ele pode tomar medidas em relação à alimentação e à dieta”.

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