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Farmacêutica do Paraguai anuncia retatrutida sem aprovação sanitária

Metrópoles   05 Março 2026   13521   Assuntos Regulatórios
Farmacêutica do Paraguai anuncia retatrutida sem aprovação sanitária

Quinta-feira, 5 de março de 2026

Uma farmacêutica do Paraguai anunciou um novo medicamento para perda de peso à base de retatrutida, substância que ainda está em fase de estudos clínicos e não possui aprovação sanitária em nenhum país. A divulgação foi feita durante evento realizado na última sexta-feira (27/2).

A retatrutida é uma molécula desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly e atua em três hormônios relacionados ao controle do apetite e do metabolismo. Por esse mecanismo, é apontada em pesquisas como uma possível alternativa futura no tratamento da obesidade, com potencial de resultados mais expressivos do que os medicamentos atualmente disponíveis.

No entanto, o composto ainda não foi submetido a órgãos reguladores nem lançado oficialmente pela empresa que detém a patente.

O produto da farmacêutica Eticos, chamado de Redufast, foi apresentado como um futuro lançamento. Após a repercussão, a empresa afirmou que não se tratava de colocação imediata no mercado e que nenhum medicamento será comercializado sem a devida aprovação das autoridades regulatórias competentes.

Produto não tem registro sanitário

A Dinavisa, agência reguladora do Paraguai, informou que o medicamento anunciado não possui registro sanitário vigente nem autorização para comercialização no país. O órgão também destacou que não há aprovação do produto por agências reguladoras reconhecidas internacionalmente.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a autoridade sanitária ressaltou que não existem garantias verificadas sobre qualidade, segurança ou eficácia, e que qualquer tipo de publicidade relacionada ao produto não tem respaldo sanitário oficial.

A venda de medicamentos que alegam conter retatrutida é considerada ilegal neste momento, já que a substância ainda está em desenvolvimento e não foi aprovada para uso clínico. O consumo de compostos não autorizados pode trazer riscos à saúde, principalmente quando não há comprovação de procedência, controle de qualidade ou avaliação de efeitos adversos.

 

Nota editorial: Este conteúdo foi produzido originalmente pela equipe de jornalismo do Portal Metrópoles, com revisão técnica do Diretor Acadêmico Ismael Rosa, CRF-GO 7311.

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