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Covid-19: Anvisa libera importação de 2 milhões de doses da vacina

Wandy Ribeiro   04 Janeiro 2021   2811   Assuntos Regulatórios
Covid-19: Anvisa libera importação de 2 milhões de doses da vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a importar 2 milhões de doses da vacina de Oxford, imunizante contra o novo coronavírus (Covid-19), para o Brasil. Apesar de ainda não estar autorizada a aplicação em território nacional, a iniciativa visa antecipar a disponibilização do antígeno quando o registro ou uso emergencial for efetivado.

“A autorização do pedido de importação excepcional é semelhante a outros [pedidos] já analisados e autorizados pela Anvisa e demostra a prioridade da Agência no tratamento de todos os processos que tratam de produtos para o enfrentamento da Covid-19”, ressalta a Agência reguladora, em nota publicada em seu portal oficial.

Vale lembrar que, no Brasil, a Fiocruz será responsável por produzir o imunizante desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Essas doses da vacina, que tiveram a importação liberada, foram fabricadas na Índia pela Serum Institute of India, companhia responsável por produzir o antígeno naquele país, em que o uso emergencial já foi aprovado, sendo uma das empresas participantes do Covaxx Facility, programa de aceleração e alocação global de recursos contra o novo coronavírus coliderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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“A principal exigência é que as vacinas importadas fiquem sob a guarda específica da Fiocruz até que a Anvisa autorize o uso do produto no país. Para isso, a Fiocruz deve garantir as condições de armazenamento e segurança para manutenção da qualidade", destaca a Agência reguladora. De acordo com a Anvisa, a previsão é de que as doses cheguem ao Brasil ainda em janeiro de 2021.

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Segundo o portal Agência Brasil, atualmente, existem quatro vacinas com pesquisas autorizadas em território nacional. Nesse sentido, a Anvisa já avalia os dados prévios enviados pelos laboratórios sobre seus respectivos imunizantes.

Ausência de pedidos

No entanto, segundo revelou o farmacêutico e gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, que também é professor do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, durante entrevista à Globo News na quinta-feira (31/12), nenhum laboratório solicitou pedido de registro ou autorização de uso emergencial para uma vacina contra a Covid-19 no Brasil.

“A Anvisa não está parada e nem atrasando nenhum processo de liberação. Essa é uma pergunta que tem sido muito feita: será que a Anvisa está parada? Por que não está liberando [uma vacina]? Primeiro, nestas duas semanas, sendo a do Natal e essa posterior, nós [a Anvisa] trabalhamos intensamente, fazendo reuniões com as empresas [farmacêuticas] e verificando se elas estão com alguma questão [dúvida] que não tenha ficado clara, verificando se elas precisam esclarecer algo [sobre uma potencial vacina] para poder realizar a submissão [do pedido de uso emergencial ou registro], mas o fato é: até o momento, não temos nenhum pedido, nem de autorização de uso emergencial, nem de registro de vacina”, afirmou Mendes.

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