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Butantan solicita liberação de uso emergencial da CoronaVac à Anvisa

Wandy Ribeiro   07 Janeiro 2021   4683   Assuntos Regulatórios
Butantan solicita liberação de uso emergencial da CoronaVac à Anvisa

O Instituto Butantan solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização de uso emergencial da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus (Covid-19). O anúncio foi feito hoje (07/12), em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo.

"Por isso que hoje (07/12) tivemos uma primeira reunião junto à Anvisa. O processo de submissão do uso emergencial prevê um rito que seja feito uma reunião inicial. Reunião inicial esta que foi feita hoje, às 10h. A Anvisa recebeu as informações e já marcou uma segunda reunião no final desta quinta-feira. Então, hoje teremos mais uma reunião e esperamos poder, formalmente, iniciar esse pedido de tramitação após essa reunião, ou no máximo até amanhã", revelou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante a coletiva.

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Vale reforçar que a liberação para uso emergencial se trata de uma aprovação não definitiva. Segundo a CNN, nesses casos, o Estado proíbe que as vacinas sejam ministradas por clínicas ou outras instituições privadas. Desse modo, caso a Anvisa libere o uso em caráter de emergência da CoronaVac, por exemplo, o poder público que fica responsável pela administração do antígeno, pois, apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá aplicar as doses.

Nesse sentido, o imunizante só poderá ser usado para ampla disponibilização com registro definitivo, que só deve acontecer após a análise completa dos dados do estudo. Caso essa aprovação aconteça, o medicamento será administrado na vacinação em massa, com distribuição tanto na rede pública como privada.

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Posicionamento da Anvisa

Em nota, a Anvisa confirmou que a equipe técnica do Butantan realmente apresentou as informações referentes à eficácia e segurança da vacina, entretanto, disse que ainda não houve a submissão do pedido.

"A reunião de pré-submissão é uma estratégia que segue a prática de outras autoridades regulatórias do mundo. Essa reunião é feita antes do envio de pedido formal de qualquer laboratório para dar conhecimento prévio do projeto de vacina e otimizar os direcionamentos técnicos e legais. A análise formal da Anvisa começa a partir da chegada do processo com informações globais sobre a vacina", informou a Agência, segundo o G1.

Eficácia

Recentemente, reportagem divulgada por meio do jornal Folha de S. Paulo informou que a vacina apresentou eficácia de 78% nos estudos finais realizados em território nacional. Contudo, esse percentual seria válido apenas para casos leves de Covid-19. Já para casos moderados e graves, a eficácia foi de 100%, segundo revelou Covas na coletiva.

Em dezembro deste ano, segundo o portal Correio Braziliense, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, incluiu a Coronavac no Plano Nacional de Vacinação Contra a Covid-19.

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