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Anvisa determina recolhimento de medicamentos falsificados em nome da Novo Nordisk

Wandy Ribeiro   13 Março 2020   40893   Assuntos Regulatórios
Anvisa determina recolhimento de medicamentos falsificados em nome da Novo Nordisk

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão, como medida preventiva e ação de fiscalização, de todos os lotes correspondentes aos medicamentos Norditropin Nordiflex 30 mg, Liraglutida/Saxenda cápsulas, Liraglutida/Victoza 30 ml gotas e Liraglutida/Saxenda 30 ml gotas, cujo a empresa responsável seja a Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil. De acordo com informação confirmada pela própria companhia, por meio da RE 702/20, todos esses produtos são falsificados.

A determinação, publicada por meio do Diário Oficial da União (D.O.U.) destaca informações sobre os quatro produtos: em relação ao Norditropin Nordiflex 30 mg (utilizado para deficiências no crescimento) o texto define que: "[A Novo Nordisk] confirma que o produto nunca foi produzido pela empresa, tratando-se, portanto, de uma falsificação".

Leia também: Alerta: Anvisa determina suspensão de lotes de medicamentos falsificados

Em relação ao medicamento Liraglutida/Saxenda cápsulas (utilizado para o tratamento de obesidade) a informação é que: “[A Novo Nordisk] confirma que o produto não é produzido pela empresa, que somente fabrica este produto para aplicação subcutânea, tratando-se, portanto, de falsificação”.

Já quanto aos produtos Liraglutida/Victoza 30 ml gotas (que seria para controle do diabetes) e Liraglutida/Saxenda gotas (que seria para tratamento de obesidade), a RE 702/20 ressalta: “Detentora [Novo Nordisk] do registro dos medicamentos confirma que os produtos Victoza 30 ml gotas e Saxenda 30 ml gotas não são fabricados pela empresa, tratando-se, portanto, de falsificações”.

Em nota oficial à  equipe de jornalismo do Portal do ICTQ - Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico , a Novo Nordisk esclarece que está ciente do alerta da Anvisa sobre a falsificação da Liraglutida em cápsulas e em gotas, pois, inclusive, notificou ao órgão sanitário sobre o assunto.

Quanto aos medicamentos Victoza e Saxenda, a farmacêutica destaca que "quaisquer outras apresentações dos produtos [que não sejam a forma produzida pela empresa] não estão registradas pela Anvisa, portanto, são falsificações".

No entanto, a empresa pontua que o Victoza e Saxenda [na apresentação correta] são produzidos pela Novo Nordisk, e apesar de apresentarem a mesma substância ativa (liraglutida) são medicamentos com indicações distintas, que estão de acordo com as exigências regulatórias e possuem aprovações diferentes fundamentadas em estudos clínicos robustos.

Por fim, a Novo Nordisk ressalta o compromisso com a ética e transparência e se coloca à disposição para demais esclarecimentos.  Além da medida preventiva de apreensão, o texto ainda estabelece a proibição da comercialização, da distribuição e do uso desses medicamentos. O documento publicado por meio do D.O.U. pode ser acessado aqui. 

 

Outros casos

Recentemente, a Anvisa determinou a apreensão, inutilização, suspensão da comercialização, da distribuição e do uso dos medicamentos Norditropin Simplexx (lote: Ww 7210089) e do Norditropin Flexpro (todos os lotes), ambos identificados como sendo da empresa Novo Nordisk.

A medida preventiva também aconteceu devido ao fato de que a Novo Nordisk, que possui o registro dos medicamentos, ambos indicados para tratar deficiências no crescimento, alegou desconhecer a existência do lote Ww 7210089, referente ao Norditropin Simplexx. Já quanto ao Norditropin Flexpro, a companhia informou no comunicado da Anvisa que esse produto não é comercializado por ela em território nacional, portanto, todas as unidades identificadas em seu nome são falsificadas.

Na época, em nota oficial enviada à equipe de jornalismo do portal do ICTQ, a Novo Nordisk informou que está ciente do conteúdo e confirmou o alerta sobre a falsificação dos respectivos lotes dos medicamentos Norditropin FlexPro e Norditropin Simplexx.

De acordo com a empresa, logo após tomar conhecimento sobre a informação dos lotes, por meio de um funcionário, prosseguiu com uma avaliação interna e constatou que se tratava de falsificação.

A farmacêutica explicou que repassou a informação à Anvisa, conforme é solicitado pela legislação. Imediatamente, o órgão sanitário publicou o comunicado repassado pela companhia no D.O.U. Por fim, “a empresa informou que segue com ética e transparência, ressaltando que está à disposição para qualquer esclarecimento futuro”.

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