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Rede de farmácias encerra atividades e fica devendo funcionários

Djamilla Ribeiro, A Tribuna   15 Fevereiro 2023   22212   Varejo Farmacêutico
Rede de farmácias encerra atividades e fica devendo funcionários

A rede de farmácias Poupafarma interrompeu suas atividades na Baixada Santista, onde se encontram 1,4 mil dos 2 mil trabalhadores que atuam na unidade em todo o Estado de São Paulo, segundo dados do Sindicato do Práticos de Farmácia de Santos e Região (Sinprafarmas). Dessa forma, os funcionários afirmam que, no dia 20 de janeiro, receberam 20% do adiantamento, porém o salário de fevereiro não foi pago.

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Assim, por mais que a farmácia afirme que voltará às suas atividades em breve, desde o final de 2022, vem acumulando dívidas com seus funcionários, deixando de pagar o vale-alimentação e férias, alegando falta de recursos para tal. Além disso, há relatos de falta de repasses ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Falta de medicamentos

À vista disso, nas portas das unidades da Poupafarma há avisos onde é informado que as atividades serão retomadas em breve. No entanto, segundo clientes da rede, há um tempo, as unidades já registravam falta de medicamento, principalmente na Baixada Santista, onde estão 42 das 83 unidades da Poupafarma no Estado.

“Já vinha tendo problema de reposição, sem medicamentos. Tem um aviso dizendo que voltará em breve, mas ninguém sabe ao certo o que aconteceu”, afirmou uma vendedora que trabalha ao lado de uma unidade em Itanhaém ao jornal A Tribuna.

“Eu vinha todo mês, não sabia que estava fechado. Será que vai mudar de novo de nome? Eu havia percebido que os medicamentos não estavam sendo repostos, mas não sabia que estavam nessa situação.”, afirmou um aposentado de Santos ao jornal.

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O que diz a Poupafarma

Por meio de nota enviada ao jornal A Tribuna, a Poupafarma comunicou que deu início à implantação de um projeto de readequação de sistemas e modelo de abastecimento.


“Desse trabalho, o grupo pretende evoluir num sistema multicanal, com forte ação das plataformas digitais desenvolvidas nos últimos dois anos. A plataforma de lojas físicas está sendo reavaliada e parte delas pode ser reformulada em um novo modelo de operação ou evoluir num contexto de franquias regionais.”


As informações são do jornal A Tribuna.

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