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Preços de medicamentos sofrem reajuste de até 10,8%

Van Martins   06 Abril 2021   3429   Varejo Farmacêutico
Preços de medicamentos sofrem reajuste de até 10,8%

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), em resolução publicada em 31 de março, no Diário Oficial da União, autorizou o reajuste de até 10,8% sobre os medicamentos. Com o aumento, os consumidores podem começar a sentir o impacto dos preços dos fármacos ao longo de abril.

A entidade aprovou três níveis de reajuste, sendo 10,08%; 8,44%; e 6,79%, que variam conforme a competitividade das marcas no mercado. Com base nesses números, o aumento médio no preço dos medicamentos, neste ano, é de 8,43%. Ou seja, praticamente o dobro de 2020, que correspondeu a 4,22%.

A alta do dólar e do preço da matéria-prima, e, até mesmo, o comprometimento das linhas de produção são fatores que podem ter contribuído com o reajuste anual dos medicamentos.

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A farmacêutica e, também, membro do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), Margareth Cunha, explicou, em entrevista ao Diário TV 2ª Edição, como ocorre esse aumento no preço dos fármacos.

"O medicamento tem o preço controlado pelo Governo, não é um preço liberado. E o Governo, com vários indicadores e com a CMED, faz todo o acompanhamento do preço, dos indicadores e custos da indústria, e, por meio deles, é que se trata uma meta de aumento, levando em consideração a inflação, entre outras coisas. Esse valor é o máximo de aumento permitido pelo Governo.

Com a mudança dos preços dos medicamentos, as empresas deverão dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos. Além disso, as farmácias devem disponibilizar as listas dos valores atualizados aos consumidores e aos órgãos de fiscalização.

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Aumento gradativo nas farmácias e alternativas para os pacientes

O farmacêutico Guido Veiga citou que, nas farmácias, os preços devem ser alterados gradativamente, pois, enquanto houver estoque de lotes comprados antes do reajuste, estes deverão ser mantidos, até que haja a troca total de todos os fármacos.

"Se a gente tem estoque, conseguimos manter o preço antigo. A partir do momento que acaba esse estoque, nós compramos um medicamento novo, que já vem reajustado, e conforme isso vai girando, 100% dos medicamentos acabam tendo um aumento".

Ao mesmo tempo, para evitar que o reajuste impacte no tratamento dos pacientes, o farmacêutico e professor da Pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica no ICTQ - Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Rafael Poloni, defende que os farmacêuticos apresentem alternativas de medicamentos ao consumidor, porém, todas devem estar dentro das medidas legais.

“O farmacêutico pode utilizar de vários aspectos para contribuir com a saúde do paciente. Atualmente, nós temos uma variedade muito grande de marcas de medicamentos, de genéricos e similares, que geralmente são mais baratos que os de referência. Então, cada farmacêutico, dentro das medidas legais, pode fazer essa substituição, obedecendo a legislação vigente”.

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