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Vendas on-line nas farmácias cresceram 120,75% em 2020

Marcelo de Valécio   23 Dezembro 2020   5296   Varejo Farmacêutico
Vendas on-line nas farmácias cresceram 120,75% em 2020

Até outubro de 2020, a compra de medicamentos por e-commerce cresceu 120,75% em faturamento, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), revelou o jornal Extra.

Na Droga Raia, foi registrado um crescimento importante nas vendas on-line este ano, não apenas de medicamentos, mas de todo o portfólio de produtos para saúde e bem estar. No terceiro trimestre de 2020, a penetração dos canais digitais atingiu 7,1% do total de vendas da rede em todo País. Em 2019, esse percentual era de somente 2,5%.

Além do aplicativo próprio lançado em 2018, os clientes ainda podem fazer compras pelo app de delivery Rappi. Também há a opção Compre & Retire, na qual é possível fazer a compra digital e retirar na loja física, o que pode ser vantajoso para quem busca economizar já que o cadastro no programa de fidelidade garante desconto nos produtos mais comprados, com base no perfil de cada consumidor.

Em julho de 2019, a Venâncio também lançou seu aplicativo próprio e, desde então, tem visto as compras nesse canal crescerem de forma expressiva. Segundo a empresa, os mesmos preços são praticados em todos os meios. Mas, em algumas ocasiões, há ações diferenciadas nos canais de vendas, como as campanhas oferecendo códigos de descontos e frete grátis no e-commerce ou em compras feitas pelo QR Code encontrado nos encartes e lâminas promocionais.

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“Com a pandemia, inevitavelmente, as pessoas recorreram mais aos canais on-line para realizarem as suas compras. A liberação do receituário digital foi um grande facilitador para que os clientes não abandonassem seus tratamentos, principalmente os portadores de doenças crônicas”, afirmou ao Extra o presidente da Drogaria Venâncio, Armando Ahmed.

Também o Farmazon, serviço que direciona os pedidos para farmácias parceiras próximas por meio de geolocalização, viu sua base de usuários triplicar neste ano. Lançado em 2019, garante entregas em menos de 30 minutos, até mesmo de medicamentos controlados.

“O objetivo não ser uma vitrine de produtos e sim uma solução completa e eficiente para lojas e consumidores dessa era digital”, esclareceu ao jornal o sócio da Farmazon e CEO da Take4Content, Cassiano Scarambone.

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Neste ano, o e-commerce da rede Drogaria Pacheco / Drogaria São Paulo triplicou de tamanho, com o dobro de ofertas ativadas por aplicativo, em comparação a 2019. “Para se ter ideia, desenvolvemos e implementamos ainda em abril a plataforma de prescrição eletrônica habilitada em todas as nossas lojas e, até o momento, mais de 30 mil receitas foram dispensadas pelo método eletrônico”, revelou ao jornal o gerente executivo de Digital e Omnichannel do Grupo DPSP, Adriano Tavolassi.

Apesar dos bons resultados obtidos neste ano, as vendas digitais das drogarias brasileiras têm espaço para crescer, pois ainda representam um percentual muito baixo em relação a outros países. De acordo com o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena, enquanto nos Estados Unidos esse percentual é de 13% do total de itens comercializados, no Brasil é de 2,83%.

“A maioria dos consumidores de farmácias são mulheres. No Brasil, essas clientes têm o hábito de frequentar as lojas para comparar produtos, ler rótulos e, por isso, a penetração digital ainda é baixa. Mas, a pandemia trouxe o medo de sair de casa e favoreceu o crescimento das vendas por delivery. Acredito que as pessoas vão se acostumar com essa comodidade e continuarão optando pelas compras virtuais”, revelou Mena ao Extra.

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