Skip to main content

Nova lei pode liberar nome fantasia para medicamentos e vacinas

Wandy Ribeiro   06 Março 2020   5916   Política Farmacêutica
Nova lei pode liberar nome fantasia para medicamentos e vacinas

Na última quarta-feira (04/03), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou um projeto que derruba a proibição de nomes de fantasia para vacinas e medicamentos com uma única substância ativa. A proposta (emendas da Câmara - ECD 1/16 ao PLS 344/06) modifica a lei 6.360, de setembro de 1976, que trata da vigilância sanitária dos fármacos.

Segundo informação no podcast da rádio do Senado, a proposição foi apresentada pelo, então, senador, Osmar Dias (foto) (que na época fazia parte do PDT-PR). O parlamentar argumentava que parte da lei que proíbe os nomes de fantasia, em medicamentos e vacinas, já está, em prática, revogada por uma Medida Provisória (MP) de 2001. Essa MP permite que os produtos com uma única substância ativa conhecida sejam identificados por nome comercial ou de marca.

“Este projeto de lei tem o objetivo de eliminar de nosso ordenamento uma disposição que, em parte, perdeu o sentido, e, por isso, há muito não é obedecida, e, em parte, colide com determinação ulterior [posterior] e, portanto, encontra-se tacitamente revogada”, argumenta o senador.

Leia também: Senado propõe incentivo regulatório à indústria farmacêutica nacional

Aprovado pelo Senado em 2010, o texto, que tramitava como PLS 344/06, seguiu, então, para a Câmara dos Deputados, onde foi modificado pelos parlamentares. As mudanças pretendem adequar os termos constantes no projeto, com as definições técnicas propostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A primeira emenda substitui no texto o termo "drogas e insumos farmacêuticos", por "insumos farmacêuticos ativos". A segunda determina que os insumos farmacêuticos ativos sejam identificados pela designação constante da Denominação Comum Brasileira (DCB), ou em sua falta, pela Denominação Comum Internacional (DCI).

Anteriormente, a proposta que saiu do Senado determinava que os termos deveriam ser identificados pela denominação constante da Farmacopeia Brasileira.

A DCB é uma nomenclatura oficial em língua portuguesa de fármacos ou princípios ativos que foram aprovadas pela Anvisa e são utilizados no Brasil. Atualmente, constam mais de 11 mil itens na lista. Já a DCI é o nome oficial não comercial ou genérico de uma substância, sendo estabelecida pelo Comitê de Nomenclaturas da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1950.

O relator do projeto e senador, Marcelo Castro (MDB-PI), concordou com as modificações. "Essas alterações que foram realizadas na Câmara apenas adequam à nomenclatura atual, portanto, nós somos, amplamente, a favor", disse ele, em entrevista à rádio Senado.

Ele ainda usou um caso para exemplificar: “No caso dos imunoterápicos, o aparecimento de inúmeras marcas de vacinas contra os mesmos agentes tornou despropositada a proibição da utilização de nomes ou designações de fantasia”, defendeu o senador que, por fim, afirmou: “São pequenas modificações para adequar à nomenclatura de hoje”, encerrou. Após essas alterações, o texto segue para análise no Plenário.

Participe também: Grupo de WhatsApp para receber notícias farmacêuticas diariamente

Obrigado por apoiar o jornalismo profissional

A missão da Agência de notícias do ICTQ é levar informação confiável e relevante para ajudar os leitores a compreender melhor o universo farmacêutico. O leitor tem acesso ilimitado às reportagens, artigos, fotos, vídeos e áudios publicados e produzidos, de forma independente, pela redação da Instituição. Sua reprodução é permitida, desde que citada a fonte. O ICTQ é o principal responsável pela especialização farmacêutica no Brasil. Muito obrigado por escolher a Instituição para se informar.

Lula promete ação rápida de ministra após apelo de empresários farmacêuticos sobre greve na Anvisa

Empresários do setor farmacêutico cobraram diretamente o presidente Luiz I…

Sessão na Câmara deixa piso farmacêutico fora da pauta e causa indignação na categoria

A sessão da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados que votar…

CFM classifica como 'ilegal' e promete recorrer à Justiça contra resolução 05/2025 do CFF

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicou uma resolução que autoriza farmac…

Farmacêuticos perdem na justiça Atividade Privativa para Enfermeiros

A justiça resolveu acatar o Parecer Normativo 145/18, do Conselho Federal de En…

Fim da isenção de impostos de medicamentos prejudica pacientes, dizem entidades

Em carta aberta ao governador de São Paulo, João Doria, sobre o fim das isençõe…

PL prevê distribuição de álcool e máscara em Farmácia Popular

Tramita no Senado Projeto de Lei (PL) 1.326/20 que prevê álcool em gel e máscar…

Para Anvisa, discussão entre Bolsonaro e Doria não afeta vacina

O diretor presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Anto…

CFF não poderá cobrar anuidade durante a pandemia, prevê PL

O projeto de lei (PL) 856/20, do deputado federal, Kim Kataguiri (DEM-SP), inst…

Bolsonaro indica novo presidente para Anvisa - conservador e contra a cannabis medicinal

Ontem (09/01), o presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Senado a indicação de…

Governo busca solução para diminuir dependência de insumos importados

O Brasil depende, fundamentalmente, de insumos que são importados, principalmen…