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2015 se foi!

Dirceu Raposo de Mello   04 Julho 2016   2944   Opinião
2015 se foi!

Ainda bem que 2015 se foi, pois foi um ano duro, de muitas incertezas, algumas frustrações, mas, como acontece em todo ano, também de algumas realizações.

É fato que o sucesso ou o fracasso depende do referencial que você usa, pois as pessoas podem enxergar o copo meio vazio (no caso dos pessimistas) ou meio cheio (os otimistas). Fico com o segundo grupo.

No âmbito político e social tivemos dificuldades, maus feitos, mas progredimos, pois a sociedade, como há muito não se via, mobilizou-se na luta por seus direitos, por transparência na gestão pública e por ética nas relações entre governos, políticos e sociedade. Estudantes (lembram-se deles?) voltaram às ruas aqui no meu Estado de São Paulo, mobilizando-se contra, não uma proposta de reestruturação do ensino, mas contra a forma de como a proposta foi apresentada e conduzida. Aqui, nossos governantes em nível estadual sequer se deram ao trabalho de consultar os interlocutores interessados diretamente em contribuir com o processo (alunos e estudantes). Certamente se esqueceram de como mobilizávamos a sociedade nas décadas de 1960 a 1980. Eles se esqueceram - não por conveniência, mas por pura imobilidade - do movimento estudantil nos tempos recentes, pois parece que felizmente esse tempo passou.

E nós, colegas, o que fizemos em 2015?

Certamente todos nós fizemos muito, resistimos às intempéries e sobrevivemos. Mas queremos e precisamos de mais!

De nossa parte postura profissional e ética, formação continuada, capacitação perene para incorporarmos sempre o fazer melhor, atendendo assim às exigências do mercado e de nossos clientes/pacientes onde quer que atuemos e em qualquer que seja a especialidade a que nos dedicamos.

Com a certeza de estarmos fazendo o melhor, cumpre-nos então cobrar de quem dirige os desígnios de nossas instituições que também o faça.

Governos, Conselhos Profissionais, Sindicatos e Instituições quaisquer que sejam, existem e vivem para e por seus cidadãos, colaboradores, associados, etc., e devem a esses transparência, lisura, comportamento ético, eficácia e eficiência em gestão - só para mencionar os atributos mais prementes e menos observados de maneira geral nos dias atuais.

Como profissionais, se quisermos respeito e valorização então devemos mostrar valor e respeito próprios, e nossas instituições, assim como os governos, devem trabalhar para que isso se concretize e se transforme em benefícios para todos.

No mais, trabalho e perseverança, pois com certeza faremos um 2016 melhor!

Abração e Boas Festas e Bom Ano Novo a todas(os) !

Dirceu Raposo de Mello é presidente do Conselho Científico do ICTQ, ex-presidente da Anvisa e ex-presidente do CRF-SP

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