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Novo GLP-1 em comprimido supera semaglutida oral em eficácia

Metrópoles   02 Março 2026   757   Indústria Farmacêutica
Novo GLP-1 em comprimido supera semaglutida oral em eficácia

Um novo medicamento oral para diabetes tipo 2 pode ajudar a controlar melhor o açúcar no sangue e promover maior perda de peso do que a opção oral atualmente disponível, segundo uma nova pesquisa.

Os resultados aparecem em um ensaio clínico de fase 3 publicado nessa quinta-feira (26/2) na revista científica The Lancet.

O comprimido experimental, chamado orforglipron, pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, medicamentos que imitam a ação de um hormônio intestinal responsável por estimular a produção de insulina, reduzir o apetite e ajudar no controle da glicemia.

No estudo, o medicamento levou a reduções mais expressivas nos níveis de açúcar no sangue e no peso corporal quando comparado à semaglutida oral, que hoje é o único GLP-1 em comprimido disponível no mercado.

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O ensaio clínico incluiu mais de 1,5 mil pessoas com diabetes tipo 2 acompanhadas em 131 centros de pesquisa e hospitais de países como Argentina, China, Japão, México e Estados Unidos. Durante cerca de um ano, os participantes foram divididos aleatoriamente para receber diferentes doses de orforglipron ou semaglutida.

Ao final do acompanhamento, os pacientes que utilizaram o novo medicamento apresentaram maior redução da glicose no sangue em comparação com aqueles que receberam o tratamento oral já disponível.

Além disso, houve perda de peso mais significativa. Com o uso de orforglipron, os participantes perderam em média entre 6% e 8% do peso corporal. Já no grupo que recebeu semaglutida oral, a redução ficou entre 4% e 5%.

Estudo em pessoas com obesidade

Outro estudo clínico com o mesmo medicamento, que acompanhou pessoas com obesidade ou sobrepeso e diabetes tipo 2 por 72 semanas, também observou reduções importantes no peso corporal.

Ao final do acompanhamento, os pacientes que utilizaram o novo medicamento apresentaram maior redução da glicose no sangue em comparação com aqueles que receberam o tratamento oral já disponível.

Além disso, houve perda de peso mais significativa. Com o uso de orforglipron, os participantes perderam em média entre 6% e 8% do peso corporal. Já no grupo que recebeu semaglutida oral, a redução ficou entre 4% e 5%.

Comprimido oral pode facilitar adesão ao tratamento

Uma das diferenças do novo medicamento está na forma de uso. A semaglutida oral precisa ser tomada em jejum e com restrições de ingestão de alimentos e líquidos. Já o orforglipron pode ser ingerido com ou sem comida, o que pode tornar o tratamento mais simples para alguns pacientes.

Segundo os autores do estudo, essa característica pode aumentar a adesão ao tratamento entre pessoas que preferem comprimidos em vez de medicamentos injetáveis.

Os efeitos colaterais mais comuns foram gastrointestinais, como náusea e desconforto abdominal, geralmente de intensidade leve a moderada e mais frequentes no início do tratamento. Entre 9% e 10% dos participantes que receberam orforglipron interromperam o uso por eventos adversos, proporção maior que a observada com semaglutida.

O medicamento ainda está em análise regulatória nos Estados Unidos. Caso seja aprovado, poderá se tornar uma nova opção oral para pessoas com diabetes tipo 2 que buscam melhorar o controle da glicose e reduzir o peso corporal.

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