Skip to main content

Cientistas testam injeção que pode regenerar o coração após infarto

Metrópoles   19 Março 2026   604   Indústria Farmacêutica
Cientistas testam injeção que pode regenerar o coração após infarto

Uma única injeção de uma terapia semelhante ao mRNA mostrou potencial para ajudar o coração a se recuperar após um infarto. Em testes com ratos e porcos, o tratamento melhorou a função cardíaca e reduziu danos no órgão. O estudo foi publicado em 5 de março na revista científica Science.

A terapia usa uma tecnologia chamada RNA autoamplificável (saRNA), uma versão mais avançada do mRNA. Diferente das vacinas, ela não atua no sistema imunológico.

Nesse caso, a substância é aplicada no músculo — como o da perna — e faz com que o corpo produza uma proteína chamada pró-ANP, ligada à proteção do coração.

Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente

Publicidade

Essa proteína entra na corrente sanguínea e chega até o coração, onde ajuda a reduzir os danos causados pelo infarto e melhora o funcionamento do órgão. Nos testes com animais, os resultados foram considerados promissores:

Houve melhora da função do coração após o infarto;

O tratamento levou à redução de lesões no tecido cardíaco;

Os efeitos foram observados tanto em ratos quanto em porcos, cujo coração é mais parecido com o humano;

A terapia funcionou com apenas uma aplicação;

Segundo os pesquisadores, o RNA autoamplificável permanece ativo por mais tempo no organismo, permitindo a produção contínua da proteína terapêutica por dias ou até semanas.

Sintomas de infarto

Dor no peito em aperto ou pressão.

Irradiação para braço esquerdo, mandíbula, costas ou ombro.

Falta de ar (dispneia).

Sudorese intensa.

Náuseas e vômitos.

Palidez ou pele arroxeada.

Tontura, turvação visual ou sensação de desmaio.

Cansaço extremo súbito.

Após um infarto, parte do coração sofre danos permanentes, o que pode comprometer a capacidade de bombear sangue. Hoje, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar a doença, mas não conseguem reverter totalmente os prejuízos no tecido cardíaco.

A nova estratégia se destaca porque atua de forma indireta, estimulando o próprio corpo a produzir uma substância que protege o coração — sem necessidade de aplicações frequentes.

Pode funcionar em humanos?

Apesar dos resultados animadores, os cientistas alertam que a terapia ainda está em fase inicial. Os testes foram feitos apenas em animais e ainda não há estudos em humanos.

Além disso, é preciso avaliar segurança, dose ideal e possíveis efeitos colaterais. Ou seja, ainda não é possível afirmar que o tratamento terá o mesmo efeito em pessoas.

Os próximos passos envolvem novos estudos para confirmar os resultados e, no futuro, iniciar testes clínicos. Se os efeitos se repetirem, a abordagem pode abrir caminho para novos tratamentos após infartos, com aplicações simples e de longa duração.

Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

Hypera vence disputa contra EMS e compra família Buscopan e Buscofem

Sexta-feira, 20 de dezembro de 2019 A Hypera anunciou, ontem (18/12), a compra…

Pfizer solicitará aprovação emergencial da vacina em novembro

A Pfizer anunciou nesta sexta-feira (16/10) que poderá solicitar aprovação para…

Indústria brasileira lança o primeiro paracetamol injetável no país.

Depois de ser usado, por décadas, apenas nas formas xarope, gotas, comprimidos…

Mercado farmacêutico carece de inovação tecnológica na produção

Sexta-feira, 22 de maio de 2015 Em todo o mundo é fundamental o investimento n…

Planta da Amazônia revela potencial antiviral contra o coronavírus, aponta estudo

Um estudo publicado na revista científica Scientific Reports identificou que co…

Os desafios na implementação das Boas Práticas de Fabricação na indústria farmacêutica

Segunda-feira, 17 de outubro de 2016 Impulsionadas pelos casos de intoxicação…

Novo medicamento para disfunção erétil promete efeito superior e menos efeitos adversos do que o Viagra

Um comprimido experimental para tratar a disfunção erétil demonstrou efeito sig…

Hugo Defendi, do ICTQ e gerente de P&D de portifólio da Fiocruz, aborda os desafios regulatórios dos biofármacos

A biotecnologia tem revolucionado diversos setores, e sua aplicação na saúde te…

Ozempic transforma a Novo Nordisk na maior empresa farmacêutica da Europa.

Na pandemia de Covid-19, empresas como a americana Pfizer e a britânica AstraZe…

Novo Nordisk vai ao STJ em última tentativa para estender a patente do Ozempic.

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk aguarda o Superior Tribunal de Justiça…