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Novo estudo alerta para disseminação de bactéria resistente fora de hospitais

Metrópoles   20 Março 2026   213   Farmácia Hospitalar
Novo estudo alerta para disseminação de bactéria resistente fora de hospitais

Uma bactéria que causa preocupação dentro de hospitais ao redor do mundo também tem se tornado um problema de saúde fora deles. O alerta provém de um estudo realizado ao longo de 10 anos que analisou a disseminação da Staphylococcus aureus, conhecida por ter desenvolvido resistência a antibióticos, pelo estado de São Paulo.

Isso representa um desafio, de acordo com os pesquisadores, por conta da alta capacidade de resistência da Staphylococcus aureus. O que significa que ela consegue sobreviver a tratamentos com os medicamentos oxacilina e meticilina, considerados eficientes contra bactérias de diversos tipos. Quando é identificada tal resistência ela passa a chamada de MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina), e se torna potencialmente letal.

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Os quadros mais comuns causados pelo microrganismo são de infecções cutâneas. Contudo, eventualmente ela pode se espalhar pela corrente sanguínea e provocar infecções graves no sangue e no coração, além de pneumonia com necrose no tecido dos pulmões.

A pesquisa, que analisou mais de 51 mil exames laboratoriais, mostrou uma tendência de crescimento anual médio anual de infecções MRSA de forma comunitária 3,61%. Enquanto os casos que ocorrem em hospitais do estado apresentam queda de 2,48% ao ano.

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Outro sinal vermelho apontado pelos pesquisadores é que, das infecções pela bactéria, 43% correspondiam à MRSA e apresentavam maior incidência em populações vulneráveis, como crianças e idosos.

Além disso, a análise alerta para o risco epidemiológico, pois, dentre os exames positivos obtidos fora de hospitais, 22% já apresentavam resistência. Quanto à localização da ocorrência dos casos de MRSA, a equipe observou que os principais núcleos de infecções estavam na área central da cidade de São Paulo e em municípios localizados no litoral.

O estudo, realizado pela Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa (Afip) e a Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), foi publicado revista científica Research Connections, parte da Oxford University Press, e levou em consideração 639 unidades de saúde, dentre elas hospitais, laboratórios, unidades de atenção primária e serviços de emergência.

Segundo os autores, existem alternativas que podem facilitar o monitoramento, como a criação de modelos de vigilância mais inteligentes, com integração efetiva dos dados disponibilizados por laboratórios, investimento na atenção primária e sistemas sentinela, combinado com políticas públicas que tragam maior conscientização sobre o uso de antibióticos e a maneira correta de fazer descarte de medicação.

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