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Viagra: Uso do medicamento pode reduzir em 60% o risco de alzheimer, aponta estudo

O Globo — Rio de Janeiro   25 Outubro 2023   3045   Farmácia Clínica
Viagra: Uso do medicamento pode reduzir em 60% o risco de alzheimer, aponta estudo

Princípio ativo do medicamento bloqueia enzima encontrada no cérebro de quem sofre da doença.

Comumente usado para tratar disfunção erétil, o Viagra pode ter um benefício adicional: reduzir o risco do desenvolvimento de Alzheimer, um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, sobretudo em pessoas de idade. A descoberta foi feita por pesquisadores do Centro Médico Monte Sinai, em Nova York (EUA).

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De acordo com o estudo, o sildenafil, princípio ativo do Viagra, bloqueia uma enzima encontrada no cérebro de quem sofre da doença, a PDE5. Em pacientes com Alzheimer, a proteína está “significativamente aumentada” na parte do cérebro que gerencia a memória, como informa a pesquisa.

A análise foi feita com mais de 27 mil pessoas com mais de 65 anos, comparando metade dos participantes que receberam prescrição de sildenafil com a metade que não recebeu. Os resultados mostraram que, de fato, o medicamento suprime a PDE5.

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"Descobrimos que o sildenafil estava significativamente associado a um risco 60% menor de desenvolver a doença de Alzheimer", disse o autor do estudo, Xingyue Huo, ao jornal britânico “The Sun”.

O famoso “azulzinho” também aumenta o suprimento de sangue, o que é considerado capaz de melhorar a saúde do cérebro e até potencialmente tratar a demência.

Dados iniciais do 1º Relatório Nacional de Demências, encomendado pelo Ministério da Saúde e que deve ser publicado até o fim de 2023, mostram que o número de pessoas com a doença pode estar na faixa dos 2,4 milhões. No entanto, a quantidade de pessoas não diagnosticadas pode fechar entre 75% a 95%, como adiantou a pesquisadora Claudia Suemoto, da Universidade de São Paulo (USP) à Agência Brasil. A doença é conhecida pela perda progressiva de memória, entre outras consequências.

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